A Justiça do Piauí manteve a prisão preventiva do empresário Marlon Lopes de Melo Vaz, investigado por suspeita de participação nos furtos a residências do Condomínio Fazenda Real Residence, em Teresina. O empresário também era morador do residencial. A desembargadora Maria do Rosário de Fátima Leite negou pedido liminar apresentado pela defesa em habeas corpus. A decisão foi proferida no último dia 21 de setembro e divulgada nesta sexta-feira (25).
Marlon está preso desde 30 de agosto. Inicialmente, a prisão foi temporária e, posteriormente, convertida em preventiva. Ele é investigado por suspeita de furto qualificado mediante rompimento de obstáculo e concurso de pessoas, além de associação criminosa.
Defesa pediu liberdade
No habeas corpus, a defesa questionou os fundamentos utilizados para manter a prisão e pediu que o empresário pudesse responder ao processo mediante aplicação de outras medidas cautelares. Os advogados também alegaram que Marlon teria agido sob coação. Na análise preliminar do pedido, entretanto, a desembargadora considerou que a decisão que determinou a prisão preventiva apresentou fundamentos concretos e que, neste momento processual, não foi demonstrada ilegalidade suficiente para justificar a libertação do investigado.
Empresário teria dado apoio aos suspeitos
Segundo os elementos da investigação considerados na decisão, Marlon teria desempenhado uma função logística no esquema. A suspeita é de que ele tenha buscado dois dos investigados na Rodoviária de Teresina, transportado os homens até o condomínio e facilitado a entrada deles no residencial utilizando sua condição de morador.A própria residência do empresário também teria sido utilizada como ponto de apoio. Depois dos furtos, ainda segundo a investigação, ele teria ajudado no transporte dos envolvidos para fora do condomínio. As informações fazem parte da investigação e ainda estão sujeitas ao contraditório e à análise judicial.
Sete casas foram alvo dos criminosos
A investigação ganhou repercussão depois que residências do Fazenda Real foram invadidas. Segundo a Polícia Civil, pelo menos três suspeitos teriam explorado acessos laterais e pontos cegos do sistema de videomonitoramento. Eles teriam usado roupas compridas, luvas e coberto os rostos durante as ações. Entre os bens levados estavam joias, relógios de luxo, dinheiro, aparelhos eletrônicos e armas de fogo. A Polícia Civil prendeu três investigados no dia 4 de setembro, durante o avanço das investigações.
Dívida teria motivado participação, segundo investigação
O delegado Lucas Adalício, responsável pela investigação, informou anteriormente que Marlon teria conhecido integrantes do grupo durante uma negociação envolvendo um veículo. Segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, após contrair uma dívida, o empresário teria facilitado a entrada dos suspeitos no Fazenda Real como forma de quitar o débito. A defesa, por outro lado, sustenta que o empresário teria agido mediante coação.
Habeas corpus ainda será analisado
Apesar da negativa do pedido liminar, o habeas corpus continua tramitando. A desembargadora determinou que o juiz da Central de Inquéritos de Teresina apresente informações sobre o caso, inclusive a respeito de eventuais pedidos formulados pela defesa que ainda estejam pendentes. Depois dessa etapa, os autos deverão ser encaminhados ao Ministério Público para manifestação e posteriormente retornarão para análise da relatora.