Luyara Franco, filha da vereadora assassinada Marielle Franco, denunciou nas redes sociais ofensas racistas contra sua mãe feitas por um aluno da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em um grupo de WhatsApp.
Conforme a denúncia, foram feitas ofensas racistas, incluindo o termo "macaca", questionando como Marielle teria financiado sua educação na PUC-Rio, onde cursou sociologia.
"Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio," afirmou Luyara em uma postagem em conjunto com o Instituto Marielle Franco. Ela destacou que ataques continuam mesmo após o assassinato de sua mãe.
O racismo é definido como crime inafiançável e imprescritível pela Constituição Federal, sujeito a reclusão e multa.
A PUC-Rio afirmou que investiga o caso após denúncias recebidas por sua Ouvidoria e Canal Externo de Denúncias. A universidade declarou seu repúdio a atos discriminatórios, reafirmando o compromisso com uma educação antirracista e com a memória de Marielle Franco.
Recentemente, outra ofensa ocorreu no dia 13, em ato próximo à PUC-Rio, onde apoiadores de Flávio Bolsonaro ironizaram a morte de Marielle Franco aos gritos.
O assassinato de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes em março de 2018 gerou grande comoção. Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo crime, juntamente com outros envolvidos, em decisões mantidas por instâncias judiciais.