Uma cena chocante marcou o atendimento de um caso de feminicídio na madrugada deste sábado (4), em Cataguases, na Zona da Mata de Minas Gerais. Quando a Polícia Militar chegou à residência, encontrou um bebê de 1 ano ainda mamando no peito da mãe, que já estava morta.
A vítima, uma mulher de 44 anos, foi encontrada sem vida dentro da casa, no bairro Bom Pastor. Segundo a polícia, além do bebê, outra criança do casal, de 2 anos, também estava no imóvel e dormia em um dos quartos.
O principal suspeito do crime é o marido da vítima, de 41 anos. De acordo com os militares, ele fugiu após o feminicídio, mas foi localizado horas depois. Ao ser encontrado, confessou o assassinato e acabou preso em flagrante.
A imagem do bebê mamando na mãe já sem vida foi um dos pontos que mais chamou a atenção dos policiais que atenderam à ocorrência. As duas crianças foram acolhidas por familiares após a chegada das equipes de segurança.
Conforme informações da Polícia Militar, familiares relataram que o homem ligou logo após o crime dizendo ter cometido “um erro grave” antes de deixar o local. A corporação também informou que havia histórico de agressões contra a mulher e que as discussões entre o casal eram frequentes.
A perícia da Polícia Civil esteve na residência para realizar os procedimentos de investigação. Depois dos trabalhos técnicos, o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Após buscas realizadas na região, o suspeito foi encontrado e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Leopoldina. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a prisão em flagrante foi ratificada e que o caso segue sob investigação para esclarecimento completo dos fatos.
O episódio provocou forte comoção na cidade, principalmente pela situação em que a criança foi encontrada ao lado da mãe. O bebê permaneceu no local sem compreender o que havia acontecido até a chegada da polícia e dos familiares.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre a dinâmica do crime nem sobre a guarda definitiva das crianças, que seguem sob os cuidados de parentes enquanto o caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Cataguases.