As autoridades da Nova Zelândia decretaram estado de emergência em áreas costeiras da capital Wellington após a previsão e o registro de fortes ondas associadas a um tsunami que atingiu a região nesta segunda-feira (9).
A medida foi anunciada pelo prefeito de Wellington, Andrew Little, que determinou a evacuação de moradores das áreas costeiras de Owhiro Bay, Island Bay, Houghton Bay e Breaker Bay. O estado de emergência também foi ampliado para outras regiões ao sul e leste da capital devido ao risco de novas ondas e ventos intensos.
"As pessoas devem ficar longe da Costa Sul", alertou o prefeito em comunicado oficial. Segundo ele, equipes de resgate não seriam enviadas para socorrer pessoas que permanecessem deliberadamente nas áreas evacuadas.
As ordens de evacuação obrigatória entraram em vigor ainda pela manhã. Policiais foram mobilizados para orientar moradores a se deslocarem para áreas mais altas e montaram bloqueios nas estradas de acesso às praias para impedir a circulação de pessoas.
De acordo com a Agência Meteorológica da Nova Zelândia, ondas de até 11 metros foram registradas na região do porto de Wellington. A força do mar e dos ventos causou diversos transtornos. Em Island Bay, duas mulheres foram derrubadas pelas ondas e arrastadas pela água, mas não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde delas.
Os ventos também atingiram níveis extremos, chegando a 128 km/h em Wellington e a 137 km/h na costa de Wairarapa. No Aeroporto de Wellington, vários voos foram cancelados devido às condições climáticas adversas.
Um pequeno avião da companhia aérea Golden Bay Air chegou a tombar enquanto estava estacionado no aeroporto por causa das fortes rajadas. Segundo a empresa, não havia ocupantes na aeronave no momento do incidente. Equipes de emergência atuaram para estabilizar o avião e evitar novos danos.
O transporte marítimo também foi afetado. As empresas Interislander e Bluebridge suspenderam as travessias pelo Estreito de Cook, importante ligação entre as Ilhas Norte e Sul do país.
Além disso, estradas costeiras foram fechadas, e a ciclovia e passarela Te Ara Tupua, uma das principais rotas de mobilidade da região, também tiveram o acesso interditado por questões de segurança.
Autoridades seguem monitorando a situação e alertam que a população deve obedecer às orientações de evacuação e evitar áreas próximas ao mar até que o risco seja completamente descartado.