Os protestos na França deste sábado (24) mobilizaram 70 mil policiais, enquanto o governo tenta impedir distúrbios como os do último fim de semana. As manifestações aconteceram em Paris e outras cidades do país, sob forte vigilância.
De acordo com o ministro do Interior, Laurent Nuñez, até o início da tarde, 135 pessoas foram detidas em todo o país. Ele explicou que muitas prisões ocorreram após revistas que encontraram fogos de artifício e outros objetos potencialmente usados como armas.
Em Lyon, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar multidões, enquanto na capital os protestos começaram pacificamente. Os distúrbios anteriores, motivados pelo alto custo de vida e serviços públicos precários, resultaram na mobilização extra de 10 mil policiais.
Paris se assemelhava a uma cidade sob lockdown, com lojas cobertas por tapumes, museus fechados e mais de 20 estações de metrô interditadas. Centros culturais importantes, como o Louvre, também decidiram não abrir, deixando turistas frustrados.
O percurso da manifestação em Paris foi alterado judicialmente, afastando os manifestantes do centro, o que gerou críticas de líderes de esquerda, como Jean-Luc Mélenchon, que consideraram a mudança uma tentativa de desmobilizar a população.
Em Orléans, uma marcha pacífica ocorreu contra o partido Reagrupamento Nacional durante um congresso na cidade. A segurança aumentou ainda mais após um incidente de violência islamofóbica na sexta-feira (23), nos arredores de Paris.