Treze mulheres indígenas da Amazônia encerraram o TEDxAmazônia, realizado em Banos e Puyos, no Equador, com um manifesto poderoso destacando a importância de proteger seus territórios. Catalina Chumpi, anciã do povo Shuar, liderou o grupo e pediu força às águas para suas "netas" defensoras.
O evento também contou com um minuto de silêncio em memória de defensores ambientais assassinados, liderado por Domingos Peas, líder indígena Shuar. Relatório da Global Witness ressalta que a América Latina é letal para defensores ambientais, especialmente indígenas.
Patricia Gualinga, líder Kichwa, defendeu o reconhecimento legal da natureza como um ser com direitos próprios. Segundo ela, a proteção da Amazônia depende do protagonismo indígena e ações governamentais eficazes.
A participação indígena na gestão de fundos de conservação foi enfatizada por Diana Chavez, do Fundo do Biocorredor Amazônico. Ela destacou que menos de 1% do financiamento global chega diretamente às comunidades indígenas, salientando a importância de acesso direto aos recursos.
Uma iniciativa destacada foi a agroindústria de guayusa, liderada por Esthela Noteno, que incentiva a preservação florestal através de economia sustentável comunitária. A guayusa é uma planta nativa do Equador, simbolizando a integração cultural e econômica com a floresta.
O TEDxAmazônia reuniu 30 palestrantes, destacando a urgência da preservação ambiental e a luta indígena por direitos. As próximas edições do evento estão planejadas para ter revezamento entre países, com uma edição prevista em Belém em 2028.