Os Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra múltiplos alvos no Irã durante a noite dessa quarta-feira (11), conforme declarou o Exército norte-americano. A ação ocorreu horas após o presidente Donald Trump prometer novos ataques se não houvesse acordo de paz. Em resposta, o alto comando militar iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros.
"Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã", afirmou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em uma rede social. As ações começaram à 0h45 em Teerã.
A escalada de violência ameaça reacender um conflito em larga escala, anteriormente interrompido por um cessar-fogo frágil no início de abril. Explosões foram reportadas na cidade portuária de Sirik, enquanto defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, segundo a agência de notícias iraniana Mehr.
Donald Trump enfatizou a jornalistas que os EUA atacariam "com muita força". Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que as novas operações buscam fortalecer a posição diplomática dos EUA.
O conflito recente resultou em trocas de tiros entre os dois países, mesmo após tentativas de negociação frustradas. Na terça-feira, forças dos EUA alvejaram sistemas de defesa e radares iranianos após um helicóptero norte-americano ser abatido. O Irã revidou atacando bases norte-americanas na região.
As ações foram criticadas pelo Irã, que acusou os EUA de atacar reservatórios de água potável, alegando violação de direitos humanos. O Pentágono não se pronunciou imediatamente sobre as acusações.
Apesar das tensões, uma delegação do Catar, mediando entre os países, chegou a Teerã para tentar negociar. No entanto, autoridades iranianas alertaram que a guerra pode se expandir além da região.
* Reportagem de Menna Alaa El Din, Ahmed Tolba e Yomna Ehab