Estados Unidos elevaram a tarifa para 37,5% sobre 3.985 produtos brasileiros, afetando um volume de exportações equivalente a US$ 12,4 bilhões, conforme estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A medida entra em vigor nesta sexta-feira (24).
A tarifa adicional de 12,5% será imposta sobre produtos já sujeitos a uma taxa de 25%, segundo a CNI. Isso representa 80,7% das exportações que terão a sobretaxa, um total de US$ 10,8 bilhões. Outros 75 produtos, totalizando US$ 1,6 bilhão, serão tributados apenas com essa nova alíquota.
A CNI calcula que 48,7% de todas as exportações brasileiras para os EUA estarão sujeitas a algum tipo de tarifa adicional. A decisão resulta de uma investigação dos EUA sobre a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Em resposta, o governo brasileiro contestou a tarifa, chamando-a de indevida, e a CNI afirmou que as justificativas dos EUA não refletem a realidade do Brasil. O país é destacado por possuir uma legislação moderna contra o trabalho forçado.
Ricardo Alban, presidente da CNI, defendeu o fortalecimento das negociações com os Estados Unidos para mitigar os impactos sobre a indústria e está em diálogo com o governo e setores afetados para buscar soluções rápidas.
A investigação dos EUA incluiu 60 países parceiros. O Brasil foi indicado como um dos que não teriam implementado proibições eficazes contra produtos derivados de trabalho forçado, levando à aplicação adicional das tarifas.