A campanha de vacinação contra a gripe em Teresina foi ampliada e, desde esta segunda-feira (27), passou a incluir professores do ensino básico e superior, além de trabalhadores da área da saúde. A decisão foi divulgada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), responsável pela coordenação da imunização na capital.
Com a atualização, esses profissionais se somam aos públicos que já vinham sendo atendidos, como crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos, gestantes e puérperas até 45 dias após o parto. A inclusão busca reforçar a proteção de quem atua diretamente no cuidado e na educação da população.
A aplicação das doses ocorre de segunda a sexta-feira em todas as 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Há também a opção do posto instalado no Teresina Shopping, que funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h, e aos sábados, das 10h às 20h.
Para se vacinar, é preciso apresentar documento de identificação, CPF ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), além do cartão de vacinação. No caso dos professores e profissionais da saúde, é obrigatória a comprovação de vínculo com a instituição, por meio de contracheque, contrato, declaração do empregador ou documento equivalente.
A presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, destacou a relevância da imunização e alertou para possíveis complicações da doença. “Embora muitas vezes pareça uma doença leve, [a gripe] pode evoluir para complicações sérias", disse. "É essencial que os grupos prioritários aproveitem essa oportunidade e busquem a vacinação. Nossas unidades estão preparadas para receber a população”, completou.
Já a coordenadora de vacinação da fundação, Emanuelle Dias, chamou atenção para o cenário atual de circulação de vírus. “Estamos em uma época de maior circulação de vírus respiratórios, o que aumenta os casos de gripe", disse. "A vacina é segura, eficaz e uma das principais formas de proteção. Vacinar-se é um ato de cuidado que salva vidas”, finalizou.
Dados da FMS apontam que, no início de 2026, Teresina registrou um aumento de aproximadamente 50% nos casos de síndromes gripais em comparação com o mesmo período do ano anterior. Por outro lado, houve queda nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sinalizando efeito positivo das medidas de prevenção e assistência adotadas.