O ator José de Abreu cobrou publicamente um posicionamento de colegas de profissão diante do cenário político brasileiro. Em manifestação nas redes sociais, ele citou Selton Mello, Danton Mello, Giovanna Antonelli e Carolina Dieckmann, artistas com quem tem amizade e já dividiu trabalhos, ao defender maior participação da classe artística no debate político.
A cobrança ocorre durante o segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação de José de Abreu reacende a discussão sobre o papel de artistas e figuras públicas em momentos de disputa política e na defesa da democracia.
Entre os nomes mencionados, Selton Mello ganhou destaque por sua atuação no filme Ainda Estou Aqui, lançado em 2024 e dirigido por Walter Salles. Na produção, o ator interpretou Rubens Paiva, ex-deputado federal que foi preso, torturado e assassinado durante a ditadura militar brasileira.
A participação no longa, que aborda as consequências da repressão durante o regime militar, também colocou Selton em evidência nas discussões sobre memória histórica e democracia. A ausência de manifestações públicas do ator sobre a atual disputa eleitoral passou a ser questionada nas redes sociais e por integrantes do meio artístico.
A cobrança de José de Abreu amplia o debate sobre a responsabilidade pública de personalidades com grande alcance e influência. Enquanto parte dos artistas participa ativamente de campanhas e manifestações políticas, outros optam por não declarar apoio a candidatos ou não se posicionar publicamente sobre as eleições.
“Eu estou perplexo com alguns colegas que ainda estão relutando em nos ajudar a vencer o fascismo. Não é possível que uma pessoa como Selton Mello, que faz um filme a respeito da ditadura, “Ainda Estou Aqui”, não tenha se pronunciado. Giovanna Antonelli, cadê? Cadê a Carolina Dieckmann? Cadê esse pessoal?”, disse Zé de Abreu.
O ator afirmou que não é necessário declarar apoio a Lula ou mencionar o partido para criticar a direita. O ator defendeu que os artistas expressem suas opiniões sobre os riscos que, em sua avaliação, estão incluídos em uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL).
“O mundo tá se posicionando contra o fascismo que tá chegando no Brasil. Vocês vão ficar parados olhando para parede? Pelo amor de Deus, gente, vem embora, vamos falar”, disse.
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