Antes de estar na internet, nas redes sociais ou nos aplicativos de celular, o rádio já tinha um lugar especial na rotina de milhões de pessoas. Pelo som que chega de um aparelho, de um carro ou de um celular, o radialista informa, presta serviço, entretém e, muitas vezes, faz companhia para quem está do outro lado.
Neste Dia do Radialista, celebrado nesta data, a profissão ganha destaque justamente por sua capacidade de se transformar sem perder a essência. Para o jornalista e radialista Rodrigo Carvalho, que trabalha na Rádio da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e já passou pela Rádio Pioneira e pela FM Teresina, trabalhar com rádio vai muito além de falar diante de um microfone.
“Ser radialista, para mim, é muito mais do que trabalhar com uma voz diante de um microfone. É ter a responsabilidade de informar, entreter, prestar serviço e, principalmente, criar uma conexão com as pessoas.”
Do aparelho às plataformas digitais
O radialista acompanhou de perto parte das transformações pelas quais o rádio passou nos últimos anos. Se antes o ouvinte dependia principalmente do aparelho tradicional para acompanhar a programação, hoje o conteúdo pode chegar por diferentes plataformas.
“O rádio deixou de estar apenas no aparelho tradicional e passou a estar também na internet, nas redes sociais, nos aplicativos e nas plataformas digitais”, explica.
A mudança também alterou a relação entre quem produz e quem acompanha o conteúdo. O ouvinte deixou de ser apenas receptor e passou a participar mais ativamente da programação, enviando mensagens, vídeos, sugestões e informações em tempo real.
Para o jornalista Rodrigo Carvalho, essa transformação também exigiu que o profissional ampliasse suas habilidades.
“O profissional de rádio precisou se adaptar e passou a ser, muitas vezes, também produtor, repórter, apresentador e produtor de conteúdo para as redes.”
Mesmo diante das novas tecnologias, ele acredita que a essência do rádio permanece: “A essência continua a mesma: comunicar e estabelecer uma relação com o ouvinte.”
Encontrar a própria voz
Para quem está começando na profissão, o radialista Rodrigo Carvalho considera que a adaptação às novas ferramentas precisa caminhar ao lado da formação profissional. Ele aconselha os novos radialistas a manterem a curiosidade e a disposição para aprender.
“Eu diria para quem está começando que tenha curiosidade, estude muito e esteja sempre disposto a aprender. principalmente, encontre a sua própria voz. Não tente ser uma cópia de outro profissional.”
Na avaliação do radialista, responsabilidade e respeito pelo público também devem acompanhar o trabalho diante do microfone.
“Tenha responsabilidade com aquilo que você fala, respeite o ouvinte e faça comunicação com verdade, paixão e compromisso.”
Uma profissão que continua próxima das pessoas
“Para mim, ser radialista é também ter o privilégio de fazer parte da vida das pessoas por meio da voz”, afirma.
Ele destaca que a profissão exige responsabilidade e compromisso, mas também permite construir uma relação humana com quem acompanha a programação.
“Mesmo com todas as transformações tecnológicas, o rádio continua tendo essa capacidade de criar proximidade e estabelecer uma relação muito humana com quem está do outro lado.”
Neste Dia do Radialista, a data também serve para reconhecer o trabalho de profissionais que estão diariamente atrás dos microfones, levando informação, cultura, entretenimento e serviço à sociedade.
Para o radialista Rodrigo Carvalho, mais do que celebrar a profissão, a ocasião representa uma oportunidade de valorizar a história de um meio de comunicação que mudou com o tempo, mas continua encontrando novas formas de chegar até as pessoas.
“O Dia do Radialista não é apenas uma comemoração. É também uma oportunidade de reconhecer a importância desses profissionais e celebrar a história, a resistência e a capacidade de transformação do rádio.”