Produtos falsificados dominam 34% do mercado esportivo no Brasil

Setor de moda sofre impacto; comércio eletrônico potencializa o problema

Produtos falsificados esportivos já representam 34% do mercado no Brasil, segundo Renato Jardim da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice). Durante audiência na Câmara, ele destacou que 225 milhões de peças pirateadas causaram um prejuízo de R$ 32 bilhões ao comércio legal.
O setor sofre com a perda de R$ 7 bilhões em impostos e a falta de criação de 60 mil empregos formais. A pirataria de roupas e calçados esportivos aumenta com a facilidade de vendas online.

A venda online trouxe novos desafios para combater a pirataria esportiva. "O comércio online fragmenta e dificulta a fiscalização", afirmou Jardim.

Edmundo Lima, da Associação Brasileira do Varejo Têxtil, apontou que o segmento de moda enfrenta concorrência desigual com plataformas internacionais, que pagam menos tributos.
Deputado Julio Lopes (PP-RJ) propôs monitorar e notificar envolvidos no comércio ilegal. Influenciadores também serão alvos de fiscalização a partir de maio.

Plataformas de comércio online, como Amazon e Ali Express, afirmam operar sob "fiscalização robusta". Segundo Lailla Malaquias, da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, a regularidade das encomendas é superior a 98%.