Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que 9% dos professores da educação básica pública no Brasil não possuem qualificação completa entre 2024 e 2025. Este percentual está próximo à média dos países da organização, que é de 9,1%.
O estudo, intitulado Panorama da Educação 2026, indica que a contratação de professores sem qualificações padrão é uma resposta à falta de profissionais. A carência é mais evidente em regiões remotas e em disciplinas como matemática e ciências naturais.
A falta de educadores é exacerbada pela saída de professores qualificados, que deixaram a profissão em 2022. No Brasil, 10,3% dos docentes totalmente qualificados abandonaram a carreira, comparado a uma taxa média de 6,4% nos países da OCDE.
O superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, destacou a importância de compreender a formação e permanência dos docentes. "Valorizar os professores é uma escolha sobre o futuro do Brasil", afirmou.
A OCDE também chamou atenção para fatores como salários, condições de trabalho e reconhecimento público, que impactam a atratividade da carreira docente. Em 2022, apenas 44,3% dos professores brasileiros estavam satisfeitos com suas condições de trabalho, enquanto a média da OCDE era de 68,4%.
O Ministério da Educação (MEC) enfatiza políticas de valorização, como o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas, que aumentou a matrícula de estudantes de alto desempenho em cursos de licenciatura.