Turismo de observação das jubartes fortalece economia e preservação

Em Abrolhos, turismo cresce com avistamento de baleias-jubarte, impulsionando economia local.

O turismo de observação de baleias-jubarte tem sido um motor econômico e de preservação no Arquipélago dos Abrolhos, Bahia. Com a proibição da pesca no Parque Marinho de Abrolhos, empreendedores como Paulo Salomão adaptaram seus negócios para o transporte de turistas interessados nas baleias e no mergulho nas águas ricas em biodiversidade.

Todos os anos, as baleias-jubarte migram cerca de 4 mil quilômetros desde a Antártica para acasalar e dar à luz em águas mais quentes. Esse fenômeno ocorre entre junho e novembro, movimentando a economia de Caravelas e outras áreas costeiras, que veem no turismo de observação uma oportunidade crescente de renda.

Exemplos de sucesso, como o de Salomão, que ampliou sua frota de barcos, se refletem nas estatísticas. A população de jubartes no Brasil, antes com números alarmantes, agora chega a cerca de 35 mil indivíduos, graças à proteção ambiental e iniciativas como o Instituto Baleia Jubarte.

Esse turismo, além de gerar emprego, sensibiliza a população para a preservação ambiental. Segundo o diretor do instituto, Eduardo Camargo, o turismo sustentável agrega valor econômico às baleias vivas, ao mesmo tempo em que respeita o ciclo natural dos animais.

Normas específicas regulam a atividade. Em agosto deste ano, uma portaria determinou que embarcações mantenham uma distância mínima de 100 metros das baleias, garantindo a segurança e o bem-estar dos animais.

Histórias como as da paulista Karina Moraes mostram a magia desse encontro com as jubartes, fortalecendo a conscientização ambiental e a preservação marinha através da imersão no habitat natural dessas gigantes do mar.