O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, na quarta-feira (23), bloquear até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB). Essa medida ocorreu após negócios suspeitos entre o BRB e o Banco Master, liquidado pelo Banco Central devido a indícios de gestão fraudulenta.
O bloqueio visa garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Segundo o TCDF, os ex-dirigentes têm 30 dias para apresentar defesa. O valor total é de R$ 2.761.749.206,55.
O tribunal também determina uma “instrução prioritária” para avaliar o impacto do bloqueio em outras pessoas envolvidas no caso.
O TCDF exigiu que, em até 24 horas, sejam enviadas informações de auditoria independente contratada pelo BRB para verificar os prejuízos com o Banco Master.
Atualmente, o BRB está em desconformidade regulatória por não publicar balanços desde o ano passado.
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, investiga o caso. Há suspeita de vantagens indevidas para aprovar a compra de carteiras de crédito fraudulentas, cuja soma pode ultrapassar R$ 12 bilhões. O tamanho real do prejuízo ainda não foi revelado.