A Petrobras anunciou um reajuste de 11,76% no preço do querosene de aviação (QAV), válido a partir desta quinta-feira, 1º de outubro. O combustível, essencial para aviões e helicópteros, teve seu preço médio elevado de R$ 5,585 por litro em setembro para R$ 6,242 em outubro.
Aos ajustes mensais, previstos em contrato e efetuados no primeiro dia de cada mês, somam-se os efeitos da guerra no Oriente Médio, segundo a estatal. A logística global do setor de petróleo foi impactada desde os ataques dos EUA e Israel ao Irã, em março.
A crise no Estreito de Ormuz afetou a oferta de petróleo, elevando os preços. Antes do conflito, o QAV representava cerca de 30% das despesas das companhias aéreas brasileiras. Esse percentual subiu para mais de 45%, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Embora o Brasil produza petróleo, o preço dos derivados é fixado internacionalmente. A Petrobras chegou a baixar o valor do QAV em junho e julho, mas seguiu aumentando nos meses subsequentes, até o valor atual.
Para atenuar o impacto financeiro sobre as companhias aéreas, a estatal permitiu parcelar o reajuste de maio. Apesar de deter cerca de 85% da produção nacional de QAV, o mercado está aberto à concorrência.
O QAV é comercializado por distribuidoras, que o levam aos aeroportos ou revendem para outros consumidores finais.