O Porto Piauí, em Luís Correia, já opera comercialmente com a movimentação de minério de ferro e terá cinco novos terminais para ampliar a circulação de cargas no litoral do Estado. As obras e operações do complexo foram acompanhadas nesta quinta-feira (3) pelo governador Rafael Fonteles e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, durante uma visita técnica ao empreendimento.
Os novos terminais estão em implantação para receber grãos, fertilizantes, contêineres, pescados e cargas diversas. A expansão também inclui uma nova etapa da infraestrutura offshore, com obras de dragagem para aumentar a profundidade dos berços de atracação e permitir a chegada de embarcações de maior porte.
Durante a visita, Rafael Fonteles destacou os investimentos destinados ao desenvolvimento do complexo. Segundo o governador, o Governo do Estado já aplicou cerca de R$ 300 milhões e busca mais R$ 500 milhões junto ao Fundo da Marinha Mercante.
“O Governo do Estado investiu cerca de R$ 300 milhões, estamos pleiteando mais R$ 500 milhões do Fundo da Marinha Mercante, além de investimentos privados. Quando somamos os investimentos públicos e privados, esse valor ultrapassa a casa de bilhões de reais, consolidando-se como um ecossistema dinâmico e estratégico, um complexo logístico e industrial para o desenvolvimento regional”, afirmou.
O ministro Tomé França também ressaltou a importância da estrutura para ampliar a integração logística do Piauí com outras regiões do país, especialmente o Matopiba.
“Este é um projeto histórico, que começa a se materializar com movimentação de cargas e diversificação de operações. O governo federal está 100% associado a esses investimentos para transformar ainda mais a realidade do estado e potencializar sua integração com a região do Matopiba”, declarou.
Hidrovia do Rio Parnaíba
Além das operações portuárias, a visita também incluiu a apresentação do projeto da Hidrovia do Rio Parnaíba, planejada para conectar áreas produtoras do interior do Piauí ao Porto Piauí, em Luís Correia.
A proposta prevê o transporte de cargas em comboios com mais de 2 mil toneladas, ligando Uruçuí, Guadalupe e Teresina ao terminal marítimo. A expectativa é reduzir a dependência do transporte rodoviário de longa distância e aumentar a competitividade do Piauí e de outros estados que integram a região do Matopiba.
De acordo com o projeto apresentado, a hidrovia terá mais de 800 quilômetros navegáveis e capacidade estimada de movimentar até 4,5 milhões de toneladas por ano.
A Hidrovia do Parnaíba está incluída entre os quatro eixos aquaviários prioritários do Plano Nacional de Logística até 2050. O projeto prevê investimentos de US$ 400 milhões, sendo US$ 200 milhões já assegurados por meio do Fundo de Recuperação da Bacia do Parnaíba.
A implantação está prevista para ocorrer por etapas. A expectativa é que as primeiras operações tenham início a partir de 2029, com consolidação do modelo em 2030.
Porto Piauí
Com a movimentação de minério de ferro já em andamento e novos terminais em implantação, o Porto Piauí passa por uma fase de expansão da infraestrutura para diversificar as cargas movimentadas.
A estratégia inclui a integração entre o terminal marítimo e novas alternativas de transporte, como a hidrovia, com o objetivo de ampliar a capacidade logística do Estado e facilitar o escoamento da produção do Piauí e de regiões próximas.
A expectativa é que a ampliação da estrutura transforme o litoral de Luís Correia em um ponto estratégico para a movimentação de cargas e para o desenvolvimento de atividades industriais e logísticas no Estado.