Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para utilizarem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo. Segundo ele, muitas empresas, especialmente de pequeno e médio porte, tentam atuar como bancos usando garantias sem apresentar ativos suficientes.
Galípolo enfatizou a necessidade de coibir esse comportamento e destacou que reguladores e o Banco Central estão atentos a essas práticas. Ele afirmou: “É um tipo de comportamento que não é desejável”.
O presidente do BC explicou que essas empresas competem com bancos sob regras mais brandas para captação, o que pode desestabilizar o mercado. O FGC, instituído para proteger pequenos investidores, desempenha papel crucial ao oferecer estabilidade ao sistema financeiro.
Durante a comemoração dos 30 anos do FGC, Galípolo ressaltou a importância do fundo, especialmente durante crises como a de 2008. O FGC, criado em 1995, cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência de instituições financeiras.
O evento também marcou a inauguração da exposição "O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional", em São Paulo, que detalha a evolução e impacto do fundo na economia ao longo dos anos.