O dólar comercial encerrou em leve alta, vendido a R$ 4,921, nesta quarta-feira (6). A moeda chegou a R$ 4,93 pela manhã, mas perdeu força à tarde com a melhora do apetite global por risco. Apesar de cair frente a outras moedas, o câmbio foi pressionado internamente.
Entre os fatores está a intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólares no mercado futuro, empurrando o dólar para cima. Segundo analistas, o BC aproveitou a baixa cotação para reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais.
A queda do petróleo também influenciou o real. Recentemente, a moeda brasileira vinha sendo favorecida pela alta dessa commodity, essencial para a balança comercial do país. Mesmo com a alta do dia, o dólar acumula queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no ano.
Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, avançando 0,50%, para 187.690 pontos. O movimento seguiu os mercados internacionais. Os destaques foram ações de mineradoras e consumo, enquanto o setor de petróleo recuou devido à queda da commodity.
As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77% e as preferenciais 2,86%, sendo as mais negociadas no Ibovespa. No exterior, as bolsas de Nova York tiveram ganhos de mais de 1%, com recordes no S&P 500 e no Nasdaq, favorecendo ativos de risco.
Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% internacionalmente, afetando diretamente câmbio e bolsa. O barril de Brent caiu 7,83%, a US$ 101,27, e o WTI recuou 7,03%, a US$ 95,08, após sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está seguro, e os EUA mencionaram avanços nas negociações. A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global reduziu o "prêmio de risco" da commodity.
Com informações da Reuters