A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, alcançando o menor índice desde 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado e ao trimestre anterior, quando estava em 5,6%.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE. O levantamento mostrou que a população ocupada atingiu um recorde de 103,5 milhões de pessoas, um aumento de 774 mil trabalhadores, ou 0,8%, comparado ao trimestre anterior.
O número de empregados com carteira assinada também atingiu uma máxima histórica de 39,5 milhões. Já a população desocupada caiu para 5,8 milhões, uma redução de 4,6% em comparação ao período de março a maio. Enquanto isso, a população desalentada permaneceu estável em 2,4 milhões, representando uma queda de 11,9% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A taxa de informalidade subiu para 37,5%, abrangendo 38,8 milhões de trabalhadores. Informais são aqueles sem carteira assinada ou que trabalham por conta própria e sem registro de CNPJ. O rendimento mensal médio foi de R$ 3.777, próximo ao recorde de R$ 3.783, registrado no trimestre finalizado em fevereiro de 2026.
Por sua vez, a massa salarial totalizou R$ 385,6 bilhões, crescendo 1,4% no trimestre e 4,8% no ano, fomentando o consumo e investimentos. O número de contribuintes para a previdência social também foi recorde, com 68,5 milhões, significando que 66,2% de todos os trabalhadores contribuem.
O estudo reflete um mercado de trabalho em recuperação após o pico de desemprego de 14,9% durante a pandemia, indicando fortalecimento econômico e melhores condições para os trabalhadores brasileiros.