Confiança da indústria cai e atinge 21 meses de pessimismo

Índice fica abaixo de 50 pontos, marcando maior período negativo desde 2015 e 2016.

A confiança dos empresários industriais registrou nova queda em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.

Com essa redução, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, linha que divide confiança e pessimismo, completando 21 meses consecutivos de resultados negativos. Este é o período mais longo já registrado desde 2015 e 2016.

De acordo com a CNI, a queda afetou todos os componentes do índice, abrangendo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas futuras.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destacou: “Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes”.

A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um fator crucial para o recuo. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, para 33.

O Índice de Condições Atuais diminuiu 2,5 pontos, ficando em 40,2. Essa avaliação engloba:

• Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;

• Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;

• Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.

Nas expectativas para os próximos meses, o pessimismo também cresceu. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, para 47,2.

A percepção futura da economia brasileira caiu para 39,1 pontos, enquanto a expectativa em relação às empresas teve queda de 1 ponto, para 51,3 pontos.

Apesar de oscilações positivas em 2026, a confiança não se consolidou. As melhoras pontuais observadas não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança, conforme apontado pela CNI.

A pesquisa de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais entre 1º e 8 de setembro de 2026, incluindo pequenas, médias e grandes empresas.