TST julga dissídio de greve da Caixa nesta terça-feira

Trabalhadores estão em greve nacional desde o dia 10 de setembro.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça-feira (29) o dissídio coletivo de greve ajuizado pela Caixa Econômica Federal contra seus empregados, que estão paralisados desde 10 de setembro. A avaliação acontece após falhas nas negociações sobre o acordo coletivo de trabalho, vencido em 31 de agosto.

Os trabalhadores, representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), afirmam que o impasse é causado, em parte, pela ausência de consenso em relação ao modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

Em resposta, a empresa pública argumenta que a greve afeta serviços essenciais, justificando a solicitação ao TST para manter um percentual de empregados ativos. No último dia 25, o ministro Mauricio Godinho Delgado determinou que 60% dos empregados permaneçam em atividade, presencialmente ou remotamente, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para as entidades sindicais que descumprirem a ordem.

Apesar do pedido da Caixa para manter 80% do pessoal em trabalho, o ministro negou a proibição de ações que dificultem o acesso às agências, ressaltando que a greve deve ser pacífica e não há indícios de irregularidades no movimento.

Os trabalhadores alegam legitimidade da greve e culpam o banco pela ausência de avanços nas negociações. Foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho e assembleias nacionais.