Salvador se torna capital simbólica do Brasil em 2 de julho

Ação de tornar Salvador capital simbólica do Brasil se destaca pela Independência da Bahia como marco nacional histórico

Salvador será a capital simbólica do Brasil a cada 2 de julho para celebrar a Independência da Bahia, um marco da consolidação da independência nacional. A medida foi estabelecida pela Lei 15.454, de 2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.

A iniciativa surgiu do Projeto de Lei 5.672/2025, apresentado pelo deputado licenciado Leo Prates (Republicanos-BA). No Senado, o projeto teve parecer favorável do senador Jaques Wagner (PT-BA), que destacou o papel central da Bahia na luta pela independência nacional.

Wagner relembrou que, após a independência proclamada por Dom Pedro em 7 de setembro de 1822, tropas portuguesas permaneceram na Bahia até serem vencidas em 2 de julho de 1823. Essa data se tornou símbolo da resistência baiana e do apoio ao processo de independência do Brasil.

De acordo com a nova lei, a transferência simbólica envolverá os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo atividades oficiais em Salvador. O governo federal será responsável por coordenar a logística e segurança, garantindo que os eventos não interfiram nas funções essenciais de Brasília.

Para Wagner, a mudança temporária é um “gesto de profunda valorização da memória nacional”, reforçando o reconhecimento do papel decisivo da Bahia na formação da identidade e soberania do país.

As celebrações em Salvador incluirão a realização de atos oficiais que destaquem a importância histórica do evento, mas sem comprometer as atividades governamentais essenciais na capital federal.