O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública solicitando medidas de segurança para voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro. A ação é contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro.
No último sábado (8), um helicóptero em voo panorâmico caiu no Parque Nacional da Tijuca, próximo à Vista Chinesa, causando a morte de três turistas colombianas e do piloto. O acidente também provocou um incêndio na floresta.
Em junho de 2026, dois helicópteros colidiram no ar na zona oeste do Rio, resultando na morte de seis pessoas e uma explosão que destruiu carros em um pátio de veículos elétricos. Entre as vítimas estavam o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi.
O MPF também determinou a abertura de inquérito para apurar a responsabilidade da Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda. por danos ao Parque Nacional da Tijuca. Essa investigação é independente das causas do acidente aéreo.
O MPF solicita ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) que os voos comerciais de helicópteros sigam a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), abrangendo voos panorâmicos. A rota está estabelecida a 600 metros da faixa de praia no litoral carioca.
O órgão também exige urgência na fiscalização das altitudes e normas das rotas de helicópteros. A Anac deve intensificar o controle sobre operadores para garantir o cumprimento das regras.
A ação segue investigações do MPF sobre os impactos dos voos panorâmicos na cidade, um setor que realizou 24.681 voos e transportou 81.390 passageiros em um ano, segundo a investigação.
“Não buscamos proibição, mas assegurar que a atividade não exponha moradores e áreas protegidas a riscos”, afirmou o procurador Sergio Suiama.