O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. A decisão inclui a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades empresariais do advogado.
Tomaz é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a apostas. O bloqueio abrange bens móveis, imóveis, aviões e barcos.
Ações foram determinadas após a PF identificar que Tomaz teria viajado para Miami, EUA, após ser alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
Órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram notificados para efetuar os bloqueios. A quebra de sigilo solicita que bancos forneçam todos os dados do advogado, incluindo os da Alcazar Holdings, sediada em Portugal.
Tomaz ganhou destaque por sua amizade com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Bolsonaro afirmou em entrevistas que mantém apenas relações pessoais, negando laços comerciais com Tomaz.
A Agência Brasil tenta contato com a defesa de Willer Tomaz para obter manifestação. O espaço está aberto para declarações.