Funcionários da Caixa Econômica rejeitam proposta e mantêm greve nacional

Trabalhadores recusaram nova oferta apresentada pela empresa em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21)

Os funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram a nova proposta apresentada pela empresa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidiram manter a greve nacional iniciada no dia 10 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada na tarde desta segunda-feira (21).

Com a rejeição da proposta, o comando de greve deverá definir e anunciar os próximos passos do movimento. Os empregados permanecem mobilizados nesta terça-feira (22).

Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição. A paralisação começou depois que os trabalhadores recusaram uma oferta anterior e decidiram pela realização de uma greve nacional.

Saúde Caixa é principal ponto de divergência

Entre os principais pontos de divergência nas negociações está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados da instituição. Os trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico, negociados desde junho.

A proposta rejeitada pelos funcionários nesta segunda-feira previa ampliar de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.

O plano de assistência médica é apontado pelos representantes dos trabalhadores como um dos principais pontos de impasse nas negociações entre a empresa e os empregados.

Funcionários estão em greve desde 10 de setembro

Os funcionários da Caixa iniciaram a greve nacional no dia 10 de setembro, após rejeitarem uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.

De acordo com a Contraf-CUT, mais de 90% das bases sindicais recusaram a oferta apresentada pelo banco. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão mudanças relacionadas ao Saúde Caixa e avanços em outros pontos do acordo específico da instituição.

Enquanto os funcionários da Caixa decidiram pela continuidade da paralisação, a categoria bancária já havia firmado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Como ficam os pagamentos durante a greve

A paralisação dos funcionários pode afetar o atendimento presencial em agências, mas os consumidores continuam obrigados a pagar suas contas dentro dos prazos de vencimento.

Segundo orientação do Procon-SP, os clientes devem utilizar, quando disponíveis, os sites e aplicativos dos bancos para realizar pagamentos. Também podem ser utilizadas redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone.

Caso o consumidor não consiga realizar um pagamento por causa da indisponibilidade de um serviço bancário, é importante guardar comprovantes de tentativas de pagamento e outros registros que possam demonstrar a situação.

Saques e depósitos continuam disponíveis

Mesmo com a paralisação dos funcionários, saques e depósitos podem ser realizados nos caixas eletrônicos, conforme orientação do Procon-SP.

O órgão recomenda que os consumidores tenham atenção ao utilizar os terminais sem a presença de funcionários. A senha e o cartão devem permanecer sob responsabilidade do próprio correntista, sem compartilhamento com terceiros.

Bolsa Família será pago normalmente

Os pagamentos do Bolsa Família serão realizados normalmente durante a paralisação dos funcionários da Caixa.

Os canais utilizados para o pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando. Os beneficiários podem movimentar os valores pelos aplicativos Caixa Tem e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta.

Os recursos podem ser utilizados para fazer Pix, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar os valores nos canais disponíveis.

A continuidade da greve dependerá dos próximos passos definidos pelo comando do movimento e das negociações entre os representantes dos funcionários e a Caixa Econômica Federal.