Emoção marca homenagens no Campo da Esperança em Brasília

Gorete Nascimento, de 71 anos, visita túmulos da família há 32 anos no Dia de Finados.

Gorete Nascimento, de 71 anos, iniciou seu dia antes das 7h para manter a tradição de visitar o Cemitério Campo da Esperança em Brasília, algo que faz há 32 anos. Residente de Cidade Ocidental, município goiano a 47 quilômetros de Brasília, ela leva flores e materiais de limpeza para homenagear sua família enterrada ali.

Emocionada, Gorete compartilha histórias de seus pais e três irmãs sepultados no local. Ela menciona que sua irmã, se estivesse viva, completaria 86 anos em 6 de novembro, destacando a saudade que sente. "Venho sempre no dia de finados e no aniversário de cada um deles", explica.

A ala onde estão sepultados os familiares de Gorete contém túmulos antigos e variados. Já Neusa Maria Nora, que visita seus sogros na parte mais nova do cemitério, reflete sobre a igualdade na morte: "Todos vamos terminar no mesmo lugar".

Marcelo Oliveira também esteve presente, levando flores para o túmulo do pai. Acompanhado da mãe e da irmã, ele comenta que visitar o cemitério muitas vezes ao ano ajuda a trazer à tona boas lembranças, enquanto seu irmão não consegue participar por ser muito emotivo.

A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil com os portugueses católicos. Iniciada em 998 por Odilo de Cluny, a data é celebrada em 2 de novembro. Apesar das raízes católicas, a comemoração é partilhada por outras religiões no país e se tornou feriado nacional em 2002.