O fim da escala de trabalho 6x1 é visto de forma positiva pela maioria dos brasileiros, principalmente pelos possíveis efeitos sobre a qualidade de vida dos trabalhadores. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23) mostra que 75% dos entrevistados esperam consequências ótimas ou boas com a mudança nesse aspecto.
O levantamento também indica que 59% acreditam que a alteração da jornada terá efeitos positivos sobre a própria vida pessoal. A percepção, porém, é diferente quando a pergunta envolve as empresas: 41% dos participantes avaliam que o fim da escala terá consequências ruins ou péssimas para o setor empresarial.
Segundo informações divulgadas pelo G1, a pesquisa foi realizada após a aprovação da mudança pelo Congresso Nacional neste mês. O instituto investigou a opinião dos entrevistados sobre os possíveis efeitos da medida na vida pessoal, na qualidade de vida dos trabalhadores, nas empresas e na economia brasileira.
Maioria espera melhora na vida pessoal
De acordo com o Datafolha, 59% dos entrevistados consideram que o fim da escala 6x1 terá impactos ótimos ou bons sobre a própria vida. Para 18%, os efeitos serão regulares, enquanto 19% esperam consequências ruins ou péssimas. Outros 5% não souberam responder.
A avaliação é ainda mais favorável quando a questão trata da qualidade de vida dos trabalhadores em geral. Nesse cenário, 75% esperam resultados ótimos ou bons com a mudança na jornada. Outros 12% avaliam que os efeitos serão regulares, e 11% acreditam que serão ruins ou péssimos. Apenas 2% não souberam opinar.
A escala 6x1 é o modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho e tem um dia de descanso. A discussão sobre seu fim envolve a reorganização das jornadas e os possíveis efeitos sobre a rotina dos profissionais e o funcionamento das empresas.
Pesquisa aponta preocupação com empresas e economia
Quando questionados sobre as consequências da mudança para as empresas, os entrevistados demonstraram maior preocupação. Para 41%, os efeitos serão ruins ou péssimos. Já 32% projetam resultados ótimos ou bons, enquanto 23% consideram que o impacto será regular. Outros 4% não souberam responder.
Em relação à economia brasileira, a percepção é mais positiva. O levantamento mostra que 47% esperam consequências ótimas ou boas, enquanto 26% preveem efeitos ruins ou péssimos. Para 23%, os resultados serão regulares, e 4% não souberam opinar.
Datafolha também mede disputa presidencial
A pesquisa foi divulgada na reta final da eleição presidencial de 2026, que tem como principais concorrentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na pesquisa estimulada, Flávio aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Brancos e nulos somam 5%, e 2% dos entrevistados estão indecisos. Na apuração dos votos válidos, que desconsidera brancos e nulos, os dois candidatos aparecem empatados em 50%.
O Datafolha entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-09709/2026.