Durante a conferência internacional “Mulheres que movem a justiça” em Brasília, comunicadoras destacaram a importância das redes de apoio entre mulheres como estratégia para combater o machismo e aumentar a presença feminina nos espaços de poder. O evento, que segue até sexta-feira (6), promove debates sobre justiça igualitária no Brasil.
A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, destacou o histórico sucesso do “lobby do batom”, uma aliança suprapartidária de deputadas e senadoras na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, que garantiu direitos fundamentais. Pellegrino também enfatizou que 40% dos cargos vitalícios do Judiciário serão nomeados nos próximos anos, criando oportunidades para mulheres.
A advogada e influenciadora Sara Gabriela, que administra a página “Seja a princesa que salva a si mesma”, enfatizou a necessidade de enfrentar o machismo culturalmente. Ela afirmou que a informação deve ser objetiva e concreta para combater a misoginia.
Miriane Ferreira, também advogada e influenciadora, utiliza sua página no Instagram para esclarecer direitos jurídicos, incentivando mulheres a reconhecerem seus direitos patrimoniais. Ela destacou a importância da solidariedade feminina.
A advogada Mayra Cotta, criadora da série “Afiadas”, discutiu as dificuldades enfrentadas por mulheres no Judiciário e a importância de representatividade consciente para efetivar mudanças reais.
A jornalista Thayse Xavier, fundadora da plataforma “Elas trabalham”, frisou a importância do engajamento feminino em espaços de poder, exemplificando ações para incentivar o voto feminino.