Direção Nacional nega vinda de Zé Dirceu para acompanhar campanha do PT no Piauí

Partido tem um Grupo de Trabalho Eleitoral criado em 2025 para acompanhar a eleição em todo o Brasil. O ex-ministro Zé Dirceu não faz parte desse GT

8O ex-ministro José Dirceu não virá ao Piauí para tratar da formação de chapa majoritária do PT. A Direção Nacional do partido não escalou ninguém para fazer qualquer tipo de intervenção no Piauí. 

A informação é de Cícero Balestro, um dos membros do Grupo de Trabalho Eleitoral - GTE, criado pela Direção Nacional do PT para acompanhar a eleição nos estados. A mesma informação foi repassada ao portal Piauí Hoje na manhã deste sabado (07) por importante membro do PT no Piauí. 

"Essa é só mais uma fake news criada e espalhada por porta-vozes da oposição, que anda desesperada por saber que será derrotada na urnas, mais uma vez, pelo povo do Piauí", disse um dirigente do PT no Piauí.

O PT no Piauí já está com indicativo da chapa majoritária. O governador Rafael Fonteles vai disputar a reeleição e escolheu como seu candidato a vice o ex-secretário estadual de Educação, Washington Bandeira. O senador Marcelo Castro (MDB) concorre à reeleição e tem como colega de chapa o deputado federal Júlio César Lima (PSD) que vai concorrer ao cenário.

A apresentação oficial chapa majoritária ainda não tem data definida porque ainda existem negociações entre algumas lideranças do partido. Na sexta-feira (06), o ministro Wellington Dias se manifestou sobre o assunto em conversa com jornalista. Ele disse que a chapa será apresentada na hora certa. Wellington garantiu que o PT marchará unido.

Convenções e prazos 

Os partidos tem tempo para composição de suas chapas. O prazo das convenções vão de 20 de julho a 5 de agosto. Esse é o período em que os partidos e federações poderão realizar suas convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. 

GTE criado em 2025

Em novembro do no ano passado, o Partido dos Trabalhadores instalou o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância responsável por coordenar a estratégia nacional do partido nas eleições de 2026. 

O GTE do PT é presidido pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e coordenado pelo deputado federal José Guimarães (PT-CE), o grupo vai articular ações em todos os estados para fortalecer palanques estaduais, reeleger o presidente Lula e ampliar a presença do PT no Congresso Nacional. O ex-ministro José Dirceu não é membro desse grupo.

Segundo o deputado José Guimarães, o GTE atualiza uma experiência bem-sucedida do partido em eleições anteriores, adaptada ao novo cenário político. O objetivo é unir estratégia e capilaridade para sustentar o projeto nacional liderado por Lula.

“O GTE tem por objetivo debater e construir palanques estaduais potentes para sustentar a campanha de reeleição do presidente Lula. O país está percebendo a força de um governo que entrega políticas e mantém diálogo com a sociedade”, afirmou o coordenador.

Estratégia nacional: reeleição e força institucional

O plano do GTE parte de três eixos centrais: reeleger o presidente Lula, ampliar as bancadas do PT na Câmara e no Senado e garantir palanques estaduais fortes e articulados com aliados em todo o território nacional.

“Se há algo estratégico para o próximo governo, é mudar a correlação de forças no Congresso. Não há presidencialismo de coalizão sem força política. É impossível garantir governabilidade se o PT não ampliar sua bancada e não eleger senadores comprometidos com o projeto de reconstrução do país”, pontuou Guimarães.

O deputado defendeu ainda que o PT deve ter presença em todos os estados, com ao menos um deputado federal eleito por unidade da federação, reforçando a capilaridade partidária e o compromisso com as bases regionais.

Nordeste é modelo de palanque nacional

Ao citar o Nordeste como exemplo da estratégia nacional, Guimarães explicou que a região, historicamente decisiva nas vitórias do PT, deve servir como referência para a montagem de palanques que equilibrem candidaturas petistas e de partidos aliados.

“O Nordeste tem que eleger, em todos os estados, pelo menos um senador do PT e um aliado. Esse é o padrão de palanque que queremos construir nacionalmente: competitivo, amplo e sintonizado com o projeto de reeleição do presidente Lula”, disse.

Membros titulares do GTE

José Guimarães (coordenador), Jilmar Tatto, Gleide Andrade, Laércio Ribeiro, Washington Quaquá, Joaquim Soriano, Henrique Fontana, Romênio Pereira, Cícero Balestro.