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Whindersson relembra infância difícil e homenageia os pais

Em um relato emocionante sobre sua infância, Whindersson relembrou o tempo difícil, porém feliz, no interior do Piauí
Fonte: Instagram | Editor: Alinny Maria 04/01/2018 08:42
Windersson homenageia pais Windersson homenageia paisFoto: Instagram

O youtuber mais querido do Brasil, o piauiense Whindersson Nunes, está passando as férias com a família em Cartagena, na Colômbia, e nessa quarta-feira (3) resolveu fazer uma homenagem aos pais, Hidelbrando Sousa Batista e Valdenice Nunes, no instagram. Em um relato emocionante sobre sua infância, Whindersson relembrou o tempo difícil, porém feliz, no interior do Piauí.

Windersson conta que na época em que tinha cinco anos, o pai fez um empréstimo para comprar uma moto e ia para o interior vender remédios para conseguir dinheiro para sobreviver.

“Meus dois irmãos estudavam a mesma série, mas um tinha que estudar de manhã e outro à tarde, porque só tinham um tênis, um lápis e um caderno, quando um chegava tirava a roupa e a mochila e dava pro outro. Quando eles casaram, a casa tinha uma cama de solteiro e uma mesa com duas cadeiras. Mudamos de casa na mesma cidade por falta de dinheiro quase 20 vezes.
Demitiram meu pai da prefeitura quando a oposição ganhou, quando mudamos de cidade pra tentar uma vida eu perguntava, ‘pai, porque vou deixar meus amigos mais uma vez?’. E lá vamos nós mais uma vez do zero. Desempregado, quatro filhos, comprou um barraco que a gente dormia com medo do teto cair em cima da gente, fez um empréstimo de mil e poucos reais e comprou uma moto, minha mãe endoidou perguntando como ele ia pagar a moto. Passou numa farmácia, comprou remédios, me botou na garupa da moto e fomos pro interior vender a quem não conseguia ir até a cidade. Tudo: pra dor de cabeça, nos ossos, pra tosse. Meu pai lia as bulas dos remédios pra aprender, tanto que até eu aprendi, com 5 anos de idade eu era um farmacêutico. kkk O povo dizia a dor eu corria na moto pegar o remédio. Me lembro como se fosse hoje. Fizemos um monte de amigos velhinhos nesses interior do Piauí, muitos já se foram. Era sofrido, mas nós éramos felizes demais! Hoje, graças a Deus, tenho condição de dar a eles tudo que eles não tiveram, vocês precisavam ver a cara dele quando viu a cor da água, sorria que nem menino! Trinta anos de casados, de sofrimento, de briga, de beijo, de sorriso, porque ôh povo gaiato da p****. E se um dia, que deusulivre [sic], nós voltarmos a ser pobres, vamos todo mundo pro mesmo barraco, vender remédio no interior, porque clientes nós vamos ter! Amo vocês demais, meus velhinhos.”

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