Política

Wellington: "tem gente torcendo para o Piauí se acabar"

Governador foi às TVs defender o governo dos ataques da oposição
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Luiz Brandão 29/11/2017 17:00
Governado do Piauí, Wellington Dias Governado do Piauí, Wellington DiasFoto: CCom

O governador Wellington Dias lamentou que uma parcela da oposição esteja torcendo - e até trabalhando nos bastidores - para que o Piauí se acabe. Wellington Dias peregrinou pelas emissoras de TV no começo da tarde desta quarta-feira (29) para defender o governo dos ataques da oposição na Assembleia Legislativa, principalmente relacionados à aplicação dos recursos dos empréstimos do Estado junto aos bancos oficiais e até no exterior.

O governador explicou que os créditos desses empréstimos são alternativas para antecipação de investimentos. “Quando assumi o governo, a dívida era R$ 4 bilhões e a receita R$ 7 bilhões. Isso representava 62% da receita anual. Nós tomamos o empréstimo e a economia cresceu, ao mesmo tempo pagamos R$ 400 milhões em 2015 e 2016 e vamos pagar agora também. A dívida caiu. A nossa dívida agora é 42%. [...] Não tinha elevado na Miguel Rosa e agora tem. Tem gente que está torcendo para o Piauí se acabar”.

Wellington Dias criticou a retenção de recursos de um empréstimo assinado junto à Caixa Econômica Federal, que nunca saiu. “O empréstimo com a Caixa nunca saiu. Tive que entrar com uma ação. É uma postura errada do governo de ficar segurando o que vai para investimento. Isso não é natural”.

Wellington Dias também rebateu as críticas às parcerias público privadas (PPPs) que estariam todas sub judice. “A PPP é uma saída. É o privado botando o dinheiro dele e lá na frente volta para o governo à empresa”.

Também não ficou sem resposta a crítica dos adversários de que o governo não tem obras. “Vai viajar meu irmão. Não é em gabinete que você vai ver o que está sendo feito. Esse estado em 2003 tinha uma riqueza que dava 200 reais por habitante, agora em 2015 alcançamos 42 bilhões no PIB e quando você divide por todo mundo dá 12 mil reais por pessoa. Nós multiplicamos 6 vezes o PIB. Qual lugar do Brasil cresceu 6 vezes? Se não houver um planejamento isso não acontece. Tem um plano no estado em andamento e não podemos perder a capacidade de investimento. A tabela de pagamento é boa para todo o Estado. Quando atrasa o Estado atrasa tudo. O Rio de Janeiro está atrás de operação de crédito para pagar o 13º de 2016. São 19 estados em atraso. Não tinha UTI em Picos, agora tem. Não tinha o elevado da Miguel Rosa. Não tinha a ponte da Frei Serafim. Em cada lugar a gente tem coisa acontecendo. A capacidade de investir é essencial”, concluiu.

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