Polícia

Velório de bebê é interrompido após suspeita de negligência médica

A delegada determinou que o corpo fosse retirado do velório para passar por uma pericia em Teresina
Fonte: Redação Piauí Hoje | Editor: Alinny Maria 24/07/2018 19:56
Hospital Regional Justino Luz Hospital Regional Justino LuzFoto: Cidades na Net

O corpo de uma bebê estava sendo velado em Picos, no Sul do Piauí, quando o velório foi interrompido para que fosse apurada a causa da morte. A avó da pequena Thayla Vitória foi registrar boletim de ocorrência no momento em que acontecia o velório da neta. A delegada determinou que o corpo da criança passasse por uma pericia em Teresina para apurar uma possível negligencia médica.

A bebê nasceu no domingo (22), no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, e faleceu logo após o nascimento. Silvia Maria, a avó da bebê, conta que sua filha de 16 anos estava no 9º mês de gestação e foi levada para o hospital com muitas dores, e não estava conseguindo ter o bebê em parto normal. A família pediu para que fosse realizado o parto cesariana, mas os médicos recusaram.

“Minha filha estava com muita dor e a gente implorou para que fosse feito cesárea. A gente já havia procurado atendimento várias vezes e ela só sofrendo com as dores. Os médicos diziam que era normal e quando minha neta nasceu, ela faleceu 20 minutos depois. Ela nasceu com rostinho roxo e acho que morreu porque passou da hora de nascer, eles não fizeram cesárea”, diz Silvia Ventura.

Após a morte da bebê, o hospital liberou o corpo da criança e alegou que o bebê nasceu com uma má-formação no coração e a morte foi causada por insuficiência respiratória e cardiopatia. Porém a família não se conformou com a justificativa, pois a mãe da criança tinha feito o pré-natal corretamente e os laudos revelaram que a mãe e o bebê estavam bens.

A criança nasceu com 3,498 kg e com 52 cm. A mãe estava em sua primeira gestação e se recupera em casa. Já durante o velório da criança, a avó decidiu que sua neta não seria enterrada sem antes ser registrado o Boletim de Ocorrência.

Ao contar o caso na delegacia, a delegada ordenou que o corpo fosse trazido para o Instituto de Medicina Legal (IML) em Teresina nesta quarta-feira (24).

Hospital se posiciona

O Hospital Regional Justino Luz informou que durante o exame de ultrassom, foi detectada uma má formação congênita cardíaca, porém não havia mais tempo porque a paciente já estava em trabalho de parto. Após o nascimento, o bebê não reagiu em virtude da deficiência detectada apenas no momento do parto.

O hospital disse ainda que não tem responsabilidade no acompanhamento pré-natal, que apenas recebe as paciente no momento do parta. O hospital ressalta que houve nenhuma negligência por parte do atendimento ofertado e que as copias do prontuários estão disponíveis para serem encaminhados à Justiça.

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