Polícia

Tribunal do Juri inicia julgamento de assassino de Camila

Acontece nesta sexta-feira (23) a audiência de instrução e julgamento do processo
Fonte: TJ-PI | Editor: Paulo Pincel 23/02/2018 09:22
Allisson Wattson da Silva Nascimento Allisson Wattson da Silva NascimentoFoto: Arquivo pessoal

A 2ª Vara do Tribunal do Júri realiza na manhã desta sexta-feira (23), a audiência de instrução e julgamento do capitão da Polícia Militar do Piauí, Allisson Wattson da Silva Nascimento, réu confesso da estudante de Direito, Camila Pereira de Abreu, em 26 de outubro do ano passado, em Teresina.

“Espero que ele pegue pena máxima, para que não aconteça com outras famílias o que aconteceu na minha. Que sirva de exemplo a condenação dele”, pediu o pai de Camila, Jean Abreu, ao chegar ao Fórum para acompanhar a audiência, por volta das 8h15.

O julgamento começou às 9h. A defesa tentou adiar a audiência para a próxima sexta-feira, mas o pedido foi negado pela juíza Zilnar Coutinho, que preside a sessão. Foram apresentadas oito testemunhas pelo Ministério Público.A defesa não relacionou nenhuma.

O promotor de Justiça, Benigno Filho, que atua na acusação, condenou o pedido de instauração de incidente de insanidade mental feito pelo advogado Pitágoras Veloso, que faz a defesa.do capitão, bem como a alegação que o assassinato foi acidental.

"Ele terá que responder pela sua atitude no crime e como membro de uma corporação que tem a obrigação e dever de zelar pela sociedade. Se ele alega que foi um tiro acidental, porque logo em seguida ele não prestou socorro? Um capitão da polícia, com toda a experiência e técnica para isso, ele foi ocultar o cadáver. Foi mandar lavar o carro, vender o veículo. Louco não faz isso, pode ser louco para outras coisas, mas para manter esse crime ele estava lúcido ou ele quer jogar por terra o exame de insanidade, no psicotécnico que ele fez quando ingressou na Polícia Militar?”, questionou.

Preso

Allisson Wattson permanece preso no Presídio Militar, na sede do CFAP, no bairro Ilhotas, na zona Sul da capital. A defesa do acusado mudou a estratégia e alegou insanidade mental do réu para tentar livrá-lo da cadeia. A juíza Zilnar Coutinho solicitou à direção do presídio onde Allisson Wattson está preso, informações sobre alguma medicação administrada ao oficial.

Expulsão

O Conselho de Justificação da PM, que analisou as denúncias contra o oficial decidiu pela expulsão de Allisson dos quadros da corporação. O conselho foi formado pelo coronel Edson Ferreira da Silva, tenente-coronel Jorge de Sousa Lima e major José Wilson Gomes da SilvaNascimento.

Allisson responde a processo pelos crimes homicídio qualificado, ocultação de cadáver e destruição de provas, conforme o inquérito policial 104/2017, da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Piauí.

No inquérito, entregue no dia 30 de novembro à Justiça, o acusado foi indiciado por três crimes: homicídio duplamente qualificado - por feminicídio e sem oferecer chance de defesa à vítima -, ocultação de cadáver e fraude processual.

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