Política

Trabalho 'escravo' vai aumentar por falta de fiscalização

Procurador alerta que em 2016, foram 106 operações contra apenas 18 este anos
Fonte: MPT-PI | Editor: Paulo Pincel 27/09/2017 18:30
Procurador do Trabalho, Edno Carvalho Procurador do Trabalho, Edno CarvalhoFoto: MPT-PI

O Piauí é o terceiro estado do Nordeste – só perde para o Maranhão e para a Bahia – e 12º do país no ranking dos que mais exploram mão-de-obra “escrava”. O dado foi revelado nesta quarta-feira (27), pelo procurador do Trabalho, Edno Carvalho, ao comentar o corte de recursos federais para as fiscalizações e o combate à exploração do trabalho escravo no Piauí. Em 2016 foram 106 operações. Este ano, apenas 18.

Redenção do Gurgueia, com 164 trabalhadores resgatados, Jerumenha, com 88, Picos, com 61 e Parnaíba, com 52 resgatados, lideram a exploração de trabalhadores no Piauí, segundo dados de 2003 a 2017.

“O Ministério Público está tentando fazer essas operações mesmo sem ser acompanhado dos auditores fiscais. A partir do momento que a fiscalização para de realizar essas operações, este tipo de trabalho análogo à escravidão tende a aumentar. Diante dessa condição, a situação de trabalho análogo à escravidão no Piauí deve se agravar nos próximos anos em relação aos cortes orçamentário do governo federal”, advertiu o procurador.

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