Geral

Tido como o maior traficante do litoral do Piauí é libertado pelo STF

STF cobra liberdade traficante
Fonte: STF 24/02/2011 04:04 - Atualizado em 05/08/2016 07:50
A informação é do Advogado de "Zé Maria Cobra", Wendell Oliveira. O deferimento do Habeas Corpus foi concedido pelo Ministro Dias Toffoli no último dia 21. "Cobra" está preso na Casa de Custódia em Teresina e deverá ser liberado neste próximo dia 24.

Wendel impetrou Habeas Corpus no TJ-PI e no STJ, mas, teve pedido indeferido nas duas instâncias. "Recorremos ao STF, instância maior da Justiça nesse país, e conseguimos a sensibilidade do Ministro Dias Toffoli que disse que Zé Maria não deveria mais estar preso sob hipótese alguma", coloca o advogado.

O HC de nº 107294, teve liminar deferifa neste último dia 22. Dr. Wendell disse já estar em Teresina para acompanhar a soltura de seu cliente até no máximo neste dia 24.

José de Araujo Miranda, mais conhecido por "Zé Maria Cobra" foi preso em julho de 2008 pela Polícia Federal em Parnaíba, acusado de chefiar quadrilha de tráfico de drogas na região norte piauiense. Junto a Zé Maria foram presos sua mãe, "Maria Cobra" e seu irmão "Toin Cobra", ambos já postos em liberdade pela Justiça. Não há data prevista para julgamento dos mais de 30 acusados da "Operação Peçonha", deflagrada pela PF.

Cobra também estava preso preventivamente a pedido da Polícia Civil pelo assassinato de Flávio Araújo Moraes, o "Manjuba".

Segundo a Polícia o corpo de "Manjuba" foi encontrado em uma estrada vicinal, próximo a BR 343, no dia 15 de maio de 2009, com marca de um tiro na cabeça e amarrado pelas mãos e pés. O carro que a vítima dirigia foi encontrado por trás do clube M Shows totalmente queimado. O Fiat Uno, cor branca de placa HPE 5550, Parnaíba, Piauí, pertencia ao Cobra. "Manjuba" trabalhava como promotor de vendas e era o braço direito de Zé Maria Cobra na quadrilha que comandava o tráfico de drogas na região. A polícia suspeita que, por ciúmes, outros parceiros da quadrilha de Cobra o assassinaram. Francisco Nascimento Lourenço, o "Juninho", e Guilherme Jensen dos Santos Saffaneli, também tiveram suas prisões preventivas decretadas.

Em sua decisão, Dias Toffoli apresentou três motivos para conceder a liminar: o exame dos fundamentos que dão suporte ao pedido de habeas corpus formulado pelo Advogado Wendel Oliveira; a análise da decisão do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia, como relator, indeferido o habeas corpus impetrado em defesa de José Araújo Miranda naquela Corte; e o indeferimento da liminar pela Desembargadora relatora no TJPI.

Segundo Wendel Oliveira, “a decisão do STF já era esperada, já que ele é considerado inocente e que o decreto de prisão preventiva expedido contra sua pessoa era repleto de teratologia. Não há motivação idônea para manutenção da prisão preventiva. Zé Maria Cobra tem direito de esperar julgamento em liberdade”, finalizou.

Comentários

Matérias Relacionadas

Apoio: