Saúde

Teresina reduz em 54% número de fumantes passivos no ambiente familiar

Fonte: Agência Saúde | Editor: Cintia Lucas 30/08/2017 17:39
Cigarro CigarroFoto: MD.Saúde

Os moradores de Teresina estão fumando menos em casa e expondo os familiares aos riscos do tabagismo passivo. A conclusão é da recente edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Em oito anos, o índice registrou queda de 54,3% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 15,1%, no ano de 2009, para 6,9% no ano passado. O dado foi divulgado na terça-feira (29), pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Teresina é a décima primeira capital entre as outras com menor prevalência do índice. Quando observado o sexo, as mulheres (6,2%) da capital piauiense apresentaram maior prevalência de fumantes passivos em casa, em comparação com os homens (7,5%). No Brasil, o índice apresentou queda de 42,5%, com destaque para as capitais Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC).

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, comemorou a redução e destacou que as ações da pasta não vão parar. “Continuaremos investindo nessa área e ampliando a divulgação das campanhas. Vamos também orientar as crianças por meio do Saúde na Escola, criando resistência a esse início do vício de fumar que acontece, principalmente, na adolescência”, ressaltou.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. A prevalência caiu de 15,7% em 2006, para 10,2% em 2016. Quando separado por gênero, a frequência de fumantes hoje é maior no sexo masculino (12,7%) do que no feminino (8%). Se analisado por faixa etária, a pesquisa mostra que a frequência de fumantes é menor entre os adultos jovens antes dos 25 anos (7,4%), ou após os 65 anos (7,7%) e maior na faixa etária dos 55 a 64 anos (13,5%). Em Teresina, a queda foi de 65%, diminuindo de 18,3%, em 2006, para 6,4%, no ano passado.

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Estudos comprovam que os efeitos imediatos da poluição ambiental pela fumaça do tabaco não são apenas de curto prazo, como irritação nasal e nos olhos, dor de cabeça, irritação na garganta, vertigem, náusea, tosse e problemas respiratórios. Essa exposição também está relacionada ao aumento do risco de câncer de pulmão, de infarto, e de várias outras doenças graves e fatais relacionadas ao tabagismo.

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