Política Nacional

Temer reúne ministros e aliados para avaliar "efeito" Geddel

Fonte: Da Redação 09/09/2017 19:45
O presidente Michel Temer  é amigo de Geddel Vieira Lima há mais de 30 anos O presidente Michel Temer é amigo de Geddel Vieira Lima há mais de 30 anosFoto: © Ueslei Marcelino / Reuters

Um almoço no Palácio Jaburu, no começo da tarde deste sábado (9), reuniu todo o ministério e aliados do presidente Michel Temer no Congresso. No cardápio, a prisão de Geddel Vieira Lima, ex-ministro e amigo pessoal de Temer há mais de 30 anos, que está preso na Papuda, em Brasília.

Os convidados para o almoço são os mesmos que estiveram na quinta-feira (7), na residência do presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), para debater os escândalos envolvendo políticos, gestores e empresários, apanhados pela Operação Lava Jato.

Oficialmente, a convocação tem como objetivo discutir a reforma da Previdência, mas o "menu" vai incluir os acontecimentos recentes, como o pedido de prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, e do ex-procurador da República, Marcelo Miller, feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Quem é Lúcio Funaro

Segundo a revista Veja, durante mais de uma década, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, 43 anos, atuou como consultor financeiro e banqueiro informal do PMDB. O “operador” aproximava quem pagava e quem recebe propina, era o elo entre políticos corruptos e empresários corruptores.

O doleiro diz que nunca conversou sobre dinheiro diretamente com Temer, “pois essa interface era feita por Eduardo Cunha”, mas declara que era informado por Cunha sobre as divisões da propina. Ele garante que Temer “sempre soube” de todos os esquemas tocados pelo ex-deputado.

“Temer participava do esquema de arrecadações de valores ilícitos dentro do PMDB. Cunha narrava as tratativas e as divisões (de propina) com Temer”, acusou Funaro, segundo a Veja.

O delator cita dois repasses a Temer. Um deles, de 1,5 milhão de reais, veio do grupo Bertin. O segundo, em 2014, saiu de um acerto com a JBS. Funaro conta ter intermediado um pagamento de 7 milhões de reais da JBS que tinha como destinatários Temer, Cunha e o ministro da Agricultura na ocasião, Antônio Andrade. O presidente ainda teria intermediado um pagamento de 5 milhões de reais de Henrique Constantino, do Grupo Constantino, à campanha do então deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012.

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