Política Nacional

Sônia Guajajara acredita em 2º turno para Presidente

Candidata a vice de Boulos adverte sobre violência na campanha: "onde vamos chegar? Ninguém sabe".
Fonte: Luiz Brandão | Editor: Paulo Pincel 24/09/2018 17:00
Sônia Guajajara em Teresina Sônia Guajajara em TeresinaFoto: Luiz Brandão

A candidata a vice-presidente da República na chapa de Guilherme Boulos, Sônia Guajajara (PSol), cumpriu agenda de campanha nesta segunda-feira (24) em Teresina, quando falou aos jornalistas em um hotel da capital piauiense.

Antes da coletiva, a candidata conversou com o diretor do portal PIAUIHOJE.COM, jornalista Luiz Brandão, quando falou sobre os acontecimentos políticos recentes, como o atentado ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, um pregador assumido da violência como solução para os problemas do Brasil.

“Onde vamos chegar ninguém sabe. O que a gente precisa é lutar para evitar o avanço do fascismo, esse conservadorismo que vem crescendo a cada dia e tem polarizado muito a opinião pública, gerado muita violência, muitos conflitos. Acho que a gente precisa ir para rua para enfrentar isso também. A gente não pode esmorecer com essa violência que está aí contra a população, partindo dos próprios candidatos”, lamentou a vice de Boulos.

Sônia Guajajara afirmou que os candidatos todos defendem a bandeira do crescimento econômico e com Boulos não poderia ser diferente. “Claro de forma alguma não vamos dizer que não vamos trabalhar pelo crescimento econômico, mas sem fortalecer esse capitalismo da forma que é, que explora as pessoas...quanto mais o país cresce mais a população empobrece porque há uma centralização da renda. A gente defende uma outra bandeira, que é a descentralização do uso da terra, o fortalecimento da agricultura familiar, uma reforma agrária e ecológica, a demarcação das terras indígenas, das terras quilombolas. Porque assim você distribui para mais pessoas e mais pessoas tem condições de produzir”, defendeu.

Sobre a principal medida que Boulos vai tomar, caso seja eleito, Sônia Guajajara adiantou que o próximo governo, “se tiver compromisso com a população, a primeira coisa a fazer é revogar as medidas de retrocesso do temer principalmente emenda constitucional nº 95, que limita os gastos no serviço público com saúde e educação ciência e tecnologia a reforma trabalhista precisa ser revista imediatamente. Qualquer um que assumir que não tiver compromisso com essas revogação está pregando uma grande mentira essa revogação é urgente e nossa candidatura tem o compromisso de combater as desigualdades, enfrentando os privilégios, os privilégios do 1% da elite burguesa. Que detém a maioria da riqueza do país”.

A candidata acredita que haverá segundo turno e que o PSol vai apoiar quem estiver na disputa contra o que chama de “fascismo”. “Com certeza haverá um segundo turno e tudo aponta de que haverá alguém do campo democrático no segundo turno. Vamos trabalhar para isso. Nós precisamos derrotar o fascismo”.

E desconversou sobre um apoio a Haddad, que está em segundo e pode disputar com Bolsonaro o segundo turno. “Vamos esperar o resultado do primeiro turno. Pode ser nós, nós estamos na disputa também. Quem estiver no campo democrático nós vamos estar juntos o importante é combater o fascismo, o conservadorismo”.

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