Política

Sindicatos iniciam campanha "Fora Mané" na Agespisa

Fonte: Redação | Editor: Paulo Pincel 09/06/2017 12:24
Emanuel Veloso Filho, presidente da Agespisa Emanuel Veloso Filho, presidente da AgespisaFoto: Paulo Pincel

A subconcessão dos serviços de saneamento – abastecimento de água e esgotamento sanitário – da zona urbana de Teresina, orçado em 1,7 bilhão e com validade de 30 anos, começa a valer a partir de 1º de julho próximo, quando a Aegea Saneamento passa a operar o sistema até então sob a responsabilidade da Agespisa (Àguas e Esgotos do Piauí S/A).

Todos os contratos prestadores de serviços e terceirizados serão suspensos neste dia. A medida atingirá 600 trabalhadores, que ficarão à disposição da empresa. A Aegea vai avaliar se retoma esses contratos ou se demite essas pessoas, que trabalham nas áreas de limpeza, transporte, operação, suporte técnico e até engenharia.

O presidente da Agespisa, Emanuel Bonfim repassou as informações durante reunião na sede da empresa, com representantes dos Sindicatos dos Engenheiros e dos Urbanitários.

Antonio Florentino Filho explicou que os servidores efetivos da Agespisa vão ter que deixar seus postos nas estações de tratamento de água e esgoto, os postos de atendimento e os serviços operacionais e comparecer à sede da empresa no mesmo dia (1/7).

“Ninguém sabe o que vai acontecer. Pela reunião que tivemos, a única certeza do Governo é entregar o saneamento para a Aegea no dia 1° de julho. Eles não avaliaram as consequências dessa decisão para centenas de trabalhadores e, sobretudo, para o funcionamento dos serviços de água e esgoto para a população”, lamentou Florentino.

Os sindicatos iniciaram hoje (09) a campanha “Fora Mané” contra a direção da Agespisa, que inclui veiculações de mídias no rádio e na TV e manifestações (piquetes) no portão de acesso à sede da empresa. Os sindicatos repudiam as atitudes arbitrárias e truculentas de Emanuel Bonfim, ao usar policiais e seguranças particulares para ter acesso à dependências das Estações de Tratamento em Teresina.

“O que ele fez com os funcionários da Agespisa foi um absurdo. Usar força policial para intimidar os trabalhadores e permitir o acesso às estações de tratamento a pessoas não autorizadas é inadmissível. Vamos acionar a Justiça”, avisou Florentino Filho.

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