Política

Senadora questiona: "até quando a violência?"

Regina Sousa diz que a palavra gênero ainda apavora os fundamentalistas
Fonte: Assessoria parlamentar 08/03/2018 15:35
Senadora Regina Sousa Senadora Regina SousaFoto: Thiago Luis

Para a senadora Regina Sousa (PT-PI) o oito de março provoca questionamentos. É em março que os projetos da pauta feminina são levados a Plenário e votados. É em março que começa uma preocupação masculina de não parecer machista ou misógino. Mas, conforme ela lembra, “a

Para a senadora Regina Sousa (PT-PI) o oito de março provoca questionamentos. É em março que os projetos da pauta feminina são levados a Plenário e votados. É em março que começa uma preocupação masculina de não parecer machista ou misógino. Mas, conforme ela lembra, “a palavra gênero ainda apavora os fundamentalistas. Até quando as mulheres vão ter que lidar com a omissão e as diversas formas de violência, questiona. “

Em pronunciamento ao plenário, Regina cobrou atitudes. E a inserção dos homens nas rodas de conversa sobre questões que parecem exclusivamente femininas. Só parecem.

“Saiu um relatório informando que muitos estados não notificam esses crimes como feminicídio. É impossível isso. Às vezes, por má vontade de quem conduz os inquéritos. É mais fácil dizer que é um homicídio qualquer porque a solução é mais rápida, não querem fazer pesquisa. E as autoridades não aceitam esse termo também. Isso é bom que se diga”, enfatizou a parlamentar.

“Até quando a intolerância com nossas mulheres, principalmente dos terreiros, que até morrem porque têm uma opção religiosa diferente? Até quando a diferença salarial entre homens e mulheres? Até quando a mulher negra vai morrer no parto mais que as brancas e vai ter salário menor? Até quando vai ocupar menos postos de trabalho?”, perguntou. Para Regina, democracia racial não passa de um mito no Brasil. A realidade é muito diferente.

“Até quando a misoginia vai colocar a mulher como incompetente, a que não sabe, a que não dá certo? “, prosseguiu, lembrando o golpe que vitimou a ex-presidenta Dilma Rousseff. “Teve um conteúdo muito misógino naquele impeachment”, garantiu.

“Até quando o estupro coletivo vai se banalizar, vai ser tratado como um crime qualquer?”, protestou a senadora. “Até quando nossas meninas vão ser estupradas de forma silenciosa, porque elas não têm coragem de falar, muitas vezes são os pais que fazem isso?”

As violências têm diversas faces, disse a senadora. São, conforme ela define, diversos. “Por exemplo, o s dos nossos índios que morrem por suicídio, ou por chacinas, ou por tocaia. Os dos nossos trabalhadores rurais, simbolizado lá por Colonia e por Pau D’Arco. Os da morte no trânsito que também é uma violência. Os do feminicídio”, enumerou. Para a senadora, esse último sdeve ser maiúsculo, “porque o feminicídio é precedido de sintomas que ninguém quer ver. Tem o bate-boca, a ameaça, o empurrão, o espancamento – disfarçado como queda de escada ou escorregão no banheiro. Até chegar às vias de fato”, disse.

Por todas essas violências, a senadora defende que os homens precisam estar presentes nos debates e discussões que tratam das mulheres. Para que o debate avance. E, no oito de março, ela deixa um recado: “homens, nós esperamos de vocês atitudes em relação ao empoderamento das mulheres. Em relação à violência contra as mulheres e contra as nossas crianças que estão sendo violentadas, estupradas e parece que não está acontecendo nada”.

Até quando as mulheres vão ter que lidar com a omissão e as diversas formas de violência, questiona. “

Em pronunciamento ao plenário, Regina cobrou atitudes. E a inserção dos homens nas rodas de conversa sobre questões que parecem exclusivamente femininas. Só parecem.

“Saiu um relatório informando que muitos estados não notificam esses crimes como feminicídio. É impossível isso. Às vezes, por má vontade de quem conduz os inquéritos. É mais fácil dizer que é um homicídio qualquer porque a solução é mais rápida, não querem fazer pesquisa. E as autoridades não aceitam esse termo também. Isso é bom que se diga”, enfatizou a parlamentar.

“Até quando a intolerância com nossas mulheres, principalmente dos terreiros, que até morrem porque têm uma opção religiosa diferente? Até quando a diferença salarial entre homens e mulheres? Até quando a mulher negra vai morrer no parto mais que as brancas e vai ter salário menor? Até quando vai ocupar menos postos de trabalho?”, perguntou. Para Regina, democracia racial não passa de um mito no Brasil. A realidade é muito diferente.

“Até quando a misoginia vai colocar a mulher como incompetente, a que não sabe, a que não dá certo? “, prosseguiu, lembrando o golpe que vitimou a ex-presidenta Dilma Rousseff. “Teve um conteúdo muito misógino naquele impeachment”, garantiu.

“Até quando o estupro coletivo vai se banalizar, vai ser tratado como um crime qualquer?”, protestou a senadora. “Até quando nossas meninas vão ser estupradas de forma silenciosa, porque elas não têm coragem de falar, muitas vezes são os pais que fazem isso?”

As violências têm diversas faces, disse a senadora. São, conforme ela define, diversos. “Por exemplo, o s dos nossos índios que morrem por suicídio, ou por chacinas, ou por tocaia. Os dos nossos trabalhadores rurais, simbolizado lá por Colniza e por Pau D’Arco. Os da morte no trânsito que também é uma violência. Os do feminicídio”, enumerou. Para a senadora, esse último sdeve ser maiúsculo, “porque o feminicídio é precedido de sintomas que ninguém quer ver. Tem o bate-boca, a ameaça, o empurrão, o espancamento – disfarçado como queda de escada ou escorregão no banheiro. Até chegar às vias de fato”, disse.

Por todas essas violências, a senadora defende que os homens precisam estar presentes nos debates e discussões que tratam das mulheres. Para que o debate avance. E, no oito de março, ela deixa um recado: “homens, nós esperamos de vocês atitudes em relação ao empoderamento das mulheres. Em relação à violência contra as mulheres e contra as nossas crianças que estão sendo violentadas, estupradas e parece que não está acontecendo nada”.

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