Educação

Seduc reage à carta do MEC que pede que escolas leiam slogan de Bolsonaro

A iniciativa de Vélez desencadeou uma onda de críticas
Fonte: Seduc | Editor: Alinny Maria 27/02/2019 08:46
Escolas da rede pública estadual Escolas da rede pública estadualFoto: Ascom Seduc

A carta do Ministério da Educação (MEC) que foi enviada às escolas de todo o país gerou grande polêmica. A carta pede que alunos e funcionários das escolas sejam filmados quando estão em fila cantando o Hino Nacional. Várias entidades do Brasil rebateram a carta, entre elas, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-PI), que ressaltou que o ambiente escolar deve estar imune a qualquer tipo de ingerência político-partidária.

A carta assinada pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, se tornou ainda mais polêmica devido ao pedido no qual a comunidade escolar (pública e privada) deveria ser filmada ao executar o Hino Nacional e fizesse a leitura de uma carta que no final tinha o slogan eleitoral "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Por meio de nota, a Seduc disse que a ação fere não apenas a autonomia dos gestores escolares, mas dos entes da federação. "O que o Brasil precisa, ao contrário de estimular disputas ideológicas na Educação, é que a União, os Estados e os Municípios priorizem um verdadeiro pacto na busca pela aprendizagem", diz a nota.

A carta foi enviada às escolas públicas e particulares no final da tarde de segunda-feira (25), através de e-mail.

MEC muda de ideia

Em menos de 24 horas, após inúmeras críticas, Vélez Rodrigues admitiu que estava errado e resolveu alterar o texto da carta. O ministro comunicou que uma versão revisada da sua carta seria enviada às instituições de ensino, sem slogan de campanha e sem o suposto "Brasil dos novos tempos".

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