Política

Secretário vai processar candidato por calúnia e difamação

Dono de jornal acusou coordenador de Comunicação durante entrevista
Fonte: Assessoria | Editor: Paulo Pincel 26/09/2018 13:58
Empresário Fábio Sérvio (PSL) Empresário Fábio Sérvio (PSL)Foto: Reprodução/TV

Acusado de exigir propina pelo candidato a senador pelo PSL, Fábio Sérvio, do Jornal Diário do Povo, durante uma sabatina promovida na terça-feira (25), pela TV Meio Norte, o coordenador de Comunicação Social do Estado, João Rodrigues, divulgou uma nota onde repudia todas as acusações feitas contra ele pelo entrevistado. João Rodrigues desafiou o candidato a provar o que disse e prometeu processá-lo na Justiça por calúnica e difamação.

Questionado pelo jornalista Efrém Ribeiro sobre o atraso de mais de três meses no pagamento dos funcionários do jornal que administra, Sérvio acusou o governo calar a boca dos jornalistas com o pagamento de milhões de reais para os donos das empresas de comunicação. E de boicotar o Diário do Povo.

João Rodrigues rechaça as denúncias e garante que se houve algum problema com pagamentos à empresa dele, "isso se deu pelo fato de todas as suas certidões da empresa estarem negativadas, não permitindo nenhum tipo de contrato ou serviço com o poder público".

“É grave a acusação que ele fez a minha pessoa. E só cabe a ele provar. Ele vai ter que provar qual foi o momento que eu mandei alguma pessoa terceirizada pra fazer algum tipo de proposta, pra que ele fosse beneficiar alguém. Eu quero que ele faça essa comprovação”, desafiou o secretário. “Desde o primeiro momento em que nós fomos pagar as certidões negativas dele nunca foram apresentadas”, lembrou João Rodrigues.

“Sobre o que ele disse sobre mim, o que ele falou vai ter que provar e materializar como uma prova na Justiça e eu já estou fazendo os encaminhamentos. Levantar o dedo para alguém e fazer alguma acusação, tem que ter muita materialidade, porque é leviano e desumano uma pessoa chegar e falar isso. Quem tem boca, acusa como quer. Essa parte estou tomando as providências legais, eu tenho certeza que a Justiça dos homens e também a de Deus irá prevalecer”, acerscentou.

Sobre o pagamento de R$ 1,7 milhão ao Grupo Meio Norte, João Rodrigues também negou a informação. "A outra acusação que ele fez, não é difícil de comprovar. Temos um sistema de pagamentos que é muito transparente. O Portal da Transparência do Governo do Estado é um dos mais elogiados do Brasil. Qualquer acusação que um cidadão venha fazer sobre um gestor, ele pode olhar no portal e verificar. Agora fazer uma acusação do jeito que ele fez, a um parceiro do governo, que presta uma relevante prestação de serviços de informação para a sociedade, que tem um grupo com jornal, portal e rádios que trabalham em função de um serviço prestado para a sociedade, até porque são concessões públicas. O governo faz parceria com vários meios de comunicação. Não fazemos mais porque temos limitações orçamentárias. Para se ter uma ideia, o nosso orçamento anual é de R$ 38 a R$ 40 milhões. Pelo que ele falou a gente teria boa parte do orçamento para pagar apenas a Meio Norte, e não tem isso. Nós seguimos uma tabela das televisões e também das agências de publicidade. Em relação a essa acusação é uma mentira deslavada e esse daí é o primeiro desmonte de mentiras que ele soltou na televisão", disse, ressaltando que desde junho, todos os pagamentos às empresas estão suspensos por força da elei eleitoral.


Confira a íntegra da nota assinada por João Rodrigues:

Nota de repúdio. O coordenador de Comunicação Social do Estado do Piauí, João Rodrigues, repudia totalmente as declarações dadas pelo candidato ao governo Fábio Sérvio em entrevista na TV Meio Norte, nessa terça (25). Informa que irá abrir um processo judicial contra o candidato por injuria e difamação e o desafia a informar o dia, nome e horário em que alguma pessoa, em seu nome, o tenha procurado para lhe oferecer qualquer tipo de propina.

Enfatiza ainda que se houve alguma frustração de pagamento por parte da empresa dele, isso se deu pelo fato de todas as suas certidões da empresa estarem negativadas, não permitindo nenhum tipo de contrato ou serviço com o poder público.

Ao tempo em que destaca que as acusações são sérias e precisam ser esclarecidas, lamenta o desequilíbrio e despreparo do candidato em gerir sua empresa e em guiar sua campanha eleitoral, sempre tentando jogar a culpa nos outros e difundindo inverdades por onde passa”.

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