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Saúde realiza procedimento inédito em alta complexidade em Oeiras

A cirurgia ortognática foi a primeira realizada pelo SUS na cidade.
Fonte: Governo do Piauí | Editor: Redação 03/11/2017 09:59
Foto FotoFoto: Reprodução

O compromisso da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) é ofertar serviços de qualidade à população, promovendo a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos, inclusive no que diz respeito à autoestima. Em Oeiras, no Hospital Regional Deolindo Couto (HRDC), foi realizado mais um procedimento inédito em alta complexidade.

A cirurgia ortognática foi a primeira realizada pelo SUS em Oeiras, ela corrige a discrepância óssea facial, condição causada quando o osso da maxila e da mandíbula crescem sem sincronia, dando um tom desarmônico para a face e trazendo alguns transtornos.

A cirurgia devolveu o sorriso a Suany Soares, 17, que por conta de sua condição facial se sentia excluída socialmente, tendo uma adolescência difícil. “Ela sempre dizia que o sonho dela era comer uma maçã. Minha filha tinha receio de se olhar no espelho porque não gostava do que via e a cirurgia foi como se tivesse nascendo novamente”, diz Sandra Soares, mãe da adolescente, que também elogia os profissionais e a equipe do Hospital Deolindo Couto.

“A paciente era do padrão classe três facial, quando a mandíbula cresce mais que os ossos da face e a maxila cresce menos. Esse tipo de formação geralmente traz dificuldade na mastigação e deglutição, apneia do sono, quadros de cefaleia, estalos e complicações nas articulações temporomandibulares", essas são algumas das complicações que esse padrão facial provoca ao indivíduo, como explica o cirurgião buco-maxilo que conduziu o procedimento, Pablo Diego. O procedimento é classificado como de alta complexidade, demorando aproximadamente 5h de ato cirúrgico e realizado por dois cirurgiões especialistas.

A adolescente será acompanhada por fonoaudiólogos e fisioterapeutas para reaprender a mastigar, sorrir e falar. "É um procedimento que, de fato, impacta pelo resto da vida da pessoa. Na rede privada o procedimento custa cerca de R$ 80 mil”, comenta o diretor do Hospital de Oeiras, Alípio Sady.

Essa cirurgia em alta complexidade foi possível graças aos investimentos do Governo do Estado na estrutura e implantação de serviços no Hospital de Oeiras, com a abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, com 10 leitos.

A construção da UTI teve investimento de R$ 962.290,03, oriundos do Governo do Estado e para equipar, a Secretaria de Estado da Saúde contou com emenda do deputado federal Assis Carvalho e programa e projetos da Secretaria/Ministério da Saúde, no valor de R$1,8 milhão e custeio anual de Média e Alta Complexidade (MAC), também do deputado, com recursos de mais de R$ 1 milhão.

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