Polícia

Sargento da PM ameaça e agride três meninos no Angelim

Os adolescentes apanharam muito do PM na noite de quarta-feira
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Alinny Maria 13/10/2017 14:20
Crianças ainda com as marcas da agressão covarde do PM Crianças ainda com as marcas da agressão covarde do PMFoto: Montagem

A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí abriu inquérito para investigar a conduta do sargento Gilberto Carvalho da Silva, com mais de 25 anos de serviço na PM, acusado de agredir - com socos, chutes e coronhadas nas costas e na cabeça - três adolescentes, com idade de 9, 11 a 13 anos, no bairro Angelim, na zona Sul de Teresina.

As agressões ocorreram na noite de quarta-feira (11), quando os meninos brincavam na frente de uma casa em construção perto das residências dos três. O Sargento atirou para cima com uma pistola .40, segundo afirmação de um dos meninos.

Assustados, os três tentaram fugir, mas foram ameaçados. O PM passou a agredir os garotos. Foram mais de 20 minutos de agressões e ameaças inclusive aos pais dos três meninos, caso denunciassem o PM.

José Dutra Viveiros, pai de uma das vítimas, acusou o PM de ser agressivo e não poder viver em comunidade. As mães afirmaram que as crianças estão abaladas, com medo até de frequentar a escola.

"Ele deu um murro na boca do meu filho que o dente amoleceu e quase saca fora. Eles estavam brincando, jogando pedra para cima. Os boatos é que as crianças estavam usando drogas, mas é só ohar para eles que se sabe que isso é mentira. Eles são crianças bem cuidadas. Estamos revoltados e queremos Justiça. Ele não pode usar farda da PM para fazer isso", reclamou Rosa Maria Oliveira mãe do garoto mais velho, que completou 13 anos nesta sexta-feira (13).

"Ele começou do nada. As crianças estavam brincando com um cano de PVC e um balão, quando ele se aproximou e mandou as três deitarem de costas e começou a pisotear, bater com o revólver e ainda deu um tiro para cima para que ninguém se aproximasse. Foram 15 minutos de tortura. E teve um que não aguentou segurar o choro e foi pior, porque ele bateu mais até que a criança desmaiou”, denunciou Maria do Socorro Araújo, mãe de uma das crianças agredidas pelo sargento.

O policial militar continua trabalhando normalmente. O sargento não quis se manifestar sobre a acusação feita pelo meninos e pelos pais das três crianças. A PM também não comentou o caso. O Comando Geral devce divulgar nota oficial sobre a denúncia.

Comentários