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Santos recorre a empréstimo de R$ 45 milhões para pagar 13°

Ele tomou posse na última segunda-feira (18), mas já trabalhava na semana passada na transição da administração
Fonte: Noticias ao Minuto | Editor: Redação 20/12/2017 14:31
Santos SantosFoto: Flickr

O Santos irá recorrer a um empréstimo bancário de cerca de R$ 45 milhões para garantir pagamentos de curto prazo. A diretoria eleita no início de dezembro diz não haver dinheiro no clube para pagar a segunda parcela do 13º dos funcionários e o salário a ser depositado em 5 de janeiro, além de outros débitos.

"O Santos está zerado", afirmou à reportagem José Carlos Peres, presidente eleito.

Ele tomou posse na última segunda-feira (18), mas já trabalhava na semana passada na transição da administração.

O Santos tem cerca de 800 funcionários e Peres pretende enxugar o número de contratados. Ele considera que a folha de pagamentos administrativa do Santos está inchada. Há executivos remunerados com contrato até o final do ano que recebem mais de R$ 100 mil mensais. Peres estudou ir à Federação Paulista de Futebol pedir adiantamento das cotas de TV que serão pagas apenas em 2018, mas preferiu empréstimo bancário. Uma de suas promessas de campanha é alongar o perfil da dívida do clube.

De acordo com auditoria do clube referente aos primeiros nove meses deste ano, o Santos gastou R$ 9,8 milhões mensais com a folha de pagamentos. Apenas o departamento de futebol profissional foi responsável por R$ 8,3 milhões.

"O clube está em uma situação delicada. Vamos iniciar a reformulação administrativa a partir de janeiro", completou o presidente.

UMBRO

Peres também afirma que vai rescindir o contrato com a Umbro para fornecimento de material esportivo. Ele alega que o seu antecessor, Modesto Roma, não poderia ter assinado o acordo a menos de dois meses da eleição, que aconteceu em 9 de dezembro.

"A Umbro já foi avisada disso. Vamos em busca de outro fornecedor de material. Os valores que foram assinados são irrisórios", se queixa.

Pelo documento, a empresa fornecerá o material esportivo do clube e fará a comercialização pelo período de dois anos. O valor total do contrato é de cerca de R$ 5 milhões.Uma das empresas que o Santos iniciou conversas para eventualmente substituir a Umbro é a Puma. Em entrevista à Folha de S.Paulo no início deste mês, o ex-presidente Modesto Roma Júnior, que assinou o acordo, disse que tinha autoridade para tal.

"O estatuto diz que o comitê de gestão não poderá comprometer receitas ordinárias ou extraordinárias no período superior ao seu mandato em benefício da sua gestão nem comprar, vender ou emprestar direito federativo de qualquer atleta profissional nos últimos três meses do seu mandato sem a prévia autorização do conselho deliberativo. Isso é o que diz o estatuto. É difícil administrar sem conhecer o básico do estatuto. É o artigo 91", disse, alegando que isso se aplica à compra e venda de jogadores apenas. Com informações da Folhapress.

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