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Samu aéreo já atendeu a 198 ocorrências graves em 2017

Família reclamou do não atendimento a Emanoel Morais no dia de Natal
Fonte: TV Cidade Verde | Editor: Paulo Pincel 27/12/2017 10:21
O Samu Aéreo em ação O Samu Aéreo em açãoFoto: PRF

A coordenadora do Samu Aéreo no Piauí, Cristiane Rocha, lamentou a morte do estudante Francisco Emanoel de Oliveira Morais, ocorrida no dia 25 de dezembro, quando era trazido de ambulância de São Raimundo Nonato para Teresina. Emanoel sofreu dez paradas cardíacas dentro da ambulância e veio a óbito.

Cristiane Rocha explicou que na segunda-feira (25), o Samu Aéreo atendeu a outras duas ocorrências graves. E não teve condições para realizar o terceiro atendimento, justamente o do estudante. O pai de Emanoel, Francisco Alves, o “Sulica", que é músico, criticou o não atendimento do filho pelo Samu Aéreo. Até ontem, Samu Aereo atendeu a 198 ocorrências.

“No dia do ocorrido, nós tivemos a solicitação de dois transportes aeromédico. Então, a primeira ocorrência foi feita para Floriano para ser transportado uma criança e já tínhamos na espera de atendimento, para quando a equipe retornasse, um novo plano de voo para transportar uma criança para Parnaíba. Nós não temos condições de fazer mais de dois voos por dia. Às vezes, dependendo do horário nós só conseguimos fazer um voo porque depende do horário da entrada da solicitação. Nós já teríamos dois voos para ser feito e nós não teríamos condições e tempo hábil para fazer o terceiro voo”. Explicou a coordenadora.

“Entrou a primeira ocorrência, a gente faz, mas claro que se for um paciente extramente grave e o outro que entrou a solicitação no mesmo horário e dá para aguardar o médico regulador faz essa triagem com os médicos solicitante”, acrescentou.

Ampliação

Cristiane Rocha afirmou que a aeronave que atende ao Samu Aéreo é pequena e não tem autonomia para três voos diários. “Hoje voamos em uma aeronave pequena. A nossa expectativa é de que em breve, eu acho que no início do ano já saia um edital para licitar uma aeronave maior onde nós teríamos mais autonomia de voos. Com isso, pode ser que consigamos fazer três voos. O problema não é somente esse, mas também a questão dos horários, da entrada de solicitações porque nós podemos decolar a qualquer horário, mas não podemos retornar a qualquer momento, nós temos limitação no retorno. Não é só entrar na aeronave e colocar o paciente, nós temos toda uma logística de plano de voo, de liberação do aeroporto, da equipe chegar ao local de destino, uma ambulância receber a equipe no aeroporto”, lembrou.

Estabilidade

Para segurança do paciente - continuou a coordenadora -, ele precisa estar estabilizado no hospital, antes de seguir para o aeroporto. A equipe vai precisar preparar esse paciente para ser transportado. Uma coisa é você transportar o paciente por via terrestre, outra coisa é por via aérea. Dinamicamente, esse paciente pode desestabilizar lá em cima e é tudo mais complicado quando você decola”, ressaltou.

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