Política

"Risco é generais gostarem da brincadeira...Rio é ensaio"

Senadora Regina Sousa reage à intervenção militar no Rio de Janeiro
Fonte: Assessoria parlamentar | Editor: Paulo Pincel 19/02/2018 10:17
Senadora Regina Sousa Senadora Regina SousaFoto: Thiago Luis

A senadora Regina Sousa (PT-PI) criticou, a intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Michel Temer. Para ela, a decisão é “mais uma faceta do golpe de 2016, que agora começa a exibir seu lado mais violento com os pobres moradores de favela e com os movimentos sociais, que o governo golpista não tolera”.

Na opinião da parlamentar, a intervenção vai exibir mais episódios de violência contra a população ,como “manifestações populares regadas a muito cassetete e balas de borracha”. Tudo porque, segundo definiu, “eles não aguentam o Fora Temer”.

O impacto da decisão do governo golpista também pode ser uma cortina de fumaça para desviar a atenção da derrota anunciada na votação da Reforma da Previdência, avaliou Regina. “A intervenção serviu também para disfarçar a derrota da Reforma da Previdência que já tinha subido no telhado”.

Temer assinou nesta sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, o decreto que passa o comando da segurança pública do estado do Rio para o general Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste (CML). O texto, que ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, vale até o dia 31 de dezembro.

Para a parlamentar, o risco é “os generais gostarem da brincadeira e considerarem o Rio só um ensaio”. Até porque, explica, “a questão da violência é grave não só no Rio de Janeiro. Apenas o Rio é mais exposto na mídia porque tem morro. Passa-se a impressão de que só tem traficante no morro, talvez para não incomodar os verdadeiros barões do tráfico que vivem nas mansões do asfalto”.

Ela acrescenta que o Brasil precisa encarar, de fato, a questão do tráfico de armas e drogas. “Em vez de prender microtraficantes ou usuários, é preciso cuidar dos aviões cruzando os céus deste País com centenas de quilo de cocaína”, observou.

Sem esse enfrentamento verdadeiro, acredita Regina, “todo esse espetáculo, e outros que virão, terão sido em vão”.

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