Educação

Reunião na Uespi discute força-tarefa para acompanhar concursos do Nucepe

Discutiu-se com instituições públicas a importância de fortalecer a segurança e a transparência do NUCEPE
Fonte: CCOM | Editor: Redação 20/04/2017 09:30
UESPI UESPIFoto: Reprodução

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) convocou reunião, nessa quarta-feira (19), com representantes de órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público do Estado (MPE), Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e Polícia Militar (PM), com o intuito de discutir ações relativas ao Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos da Uespi (Nucepe). Devido a recentes tentativas de fraudes em concursos realizados pelo núcleo, a universidade entende que é necessário envolver outros órgãos, a fim de tornar o trabalho do Nucepe mais seguro e transparente.

Segundo o reitor da Uespi, Nouga Cardoso Batista, a reunião serviu principalmente para encaminhar uma solução para o problema de garantir segurança aos candidatos de concursos. “Precisamos levar tranquilidade às pessoas que optam por fazer um concurso organizado pelo Nucepe. Temos convicção que tão importante quanto o domínio do conhecimento para realização de uma prova é também a tranquilidade. A transparência e a probidade com que é conduzido o processo significa muito para o candidato”, afirmou Cardoso.

Na reunião, os representantes de instituições enfatizaram que, de fato, os inquéritos realizados sobre concursos anteriores não apontavam responsabilidade do Nucepe, e sim de grupos de criminosos, especializados em fraudar concursos públicos. “A intenção é deixar cada vez mais claras as atitudes que o núcleo vem tomando preventivamente, no que diz respeito a tentativas de fraude. Estamos chamando os representantes das instituições para mostrar exatamente a forma como nós trabalhamos e as condições de segurança que nós desenvolvemos nos nossos processos. O que vem acontecendo são interferências externas, e com elas nós lidamos em nível de polícia”, garantiu Jorge Martins Filho, presidente do Nucepe.

Uma das sugestões foi trazida por Chico Lucas, presidente da OAB seccional Piauí, que são comissões compostas por representantes de cada órgão presente acompanhando todos os processos dos próximos concursos. “A OAB fez a sugestão de que o Nucepe nomeie e convoque os outros órgãos para fazer uma espécie de auditoria externa, para que eles participem e dividam as responsabilidades, fiscalizem a realização do concurso. Se começarmos a fazer esse trabalho, o risco de ações de nulidade e fraude diminuem. Então, nos colocamos à disposição e sugerimos que a governança dos concursos seja melhorada com auditoria externa”, disse Chico Lucas.

Um órgão importante na reunião era justamente a Polícia Militar, próximo órgão para o qual o Nucepe organizará concurso. O tenente-coronel Scheiwann Lopes estava representando o comando geral da corporação, e manifestou o desejo de contar sempre com aprovados íntegros na instituição. “O Nucepe é um órgão isento, tem lisura e realmente esses ataques são infundados. O problema não está na elaboração do concurso pelo Nucepe, e realmente a sociedade piauiense pode ter a garantia de que, ao fazer o concurso, estará participando de um certame que tem lisura e no qual logrará êxito aquele que tem maior conhecimento. Fortalecendo esses órgãos de controle externo estaremos selecionando o que há de melhor para compor a Polícia Militar”, garante o tenente-coronel.

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