Polícia

Resultado de festival de quadrilhas termina em agressões no Piauí

Integrantes da quadrilha teriam agredido um homem que fez parte da mesa de honra
Fonte: Alinny Maria 02/07/2018 09:10
Festival junino termina em agressões Festival junino termina em agressõesFoto: Reprodução/WhatsApp

O 12º Festival Junino de Nossa Senhora dos Remédios, no Norte do Piauí, terminou em confusão e pessoas feridas na madrugada de sábado (1º). A briga aconteceu entre o Grupo Cultural Junina Matuta e uma pessoa que estava na banca de honra da competição de dança.

A Polícia Civil de Esperantina abriu inquérito para investigar o caso. Segundo o delegado Leonardo Alexandre, confusão começou porque o grupo Junina Matuta ficou em terceiro lugar e os integrantes do grupo teriam atribuído a colocação a um dos ocupantes da mesa de honra, pois ele já havia feito parte da quadrilha no ano passado.

Ainda conforme o delegado, foi feito um termo circunstanciado de ocorrência de lesão corporal da vítima e alguns participantes dessa quadrilha. “A confusão foi por conta do resultado da disputa de quadrilhas”, disse o delegado.

De acordo com o representante do grupo Junina Mulata, Márcio Borges, o motivo da briga foi outro. Márcio conta que seu irmão, o professor Marcílio Augusto, agrediu uma dançarina da quadrilha e os demais integrantes revidaram.

Márcio disse ainda que Marcílio já comandou um outro grupo na cidade de Batalha, que acabou, e ficou inconformado porque criaram outra quadrilha.

Festival junino termina em agressões

Marcílio Augusto rebateu e disse que a dançarina o agrediu e ele apenas se defendeu. Marcilio disse também que os integrantes da Junino Mulata acreditam que ele tenha influenciado no resultado do festival, mas ele conta que apenas participou da mesa de honra, não dos jurados.

“Uma moça veio dizendo que sabia que eu tinha alterado o resultado, e eu respondi que não tinha nada a ver, que não era jurado. Ela me deu um tapa no rosto que derrubou meu óculos. Com isso, eu segurei a mão dela, mas soltei em seguida. Depois vieram outros integrantes para me bater, quebraram mesas e cadeiras e eu fiquei muito ferido”, disse Marcílio Augusto.

O professor Marcílio e outro homem que o acompanhava foram encaminhados ao hospital de Esperantina, onde fizeram exame de corpo de delito que comprovaram as agressões. As investigações da Polícia Civil apontam que outras testemunhas também alegaram ter sido feridas.

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